Organização de ambientes: como colocar ordem na sua casa, no seu trabalho e na sua vida

Como a arrumação pode se tornar uma mágica, não só nos ambientes, mas com transformação na vida das pessoas.

Quem gosta de viver, trabalhar ou visitar um ambiente desorganizado? A desorganização remete a bagunça, mas não necessariamente com sujeira. Na sujeira há lixo, restos de comida, mau cheiro ou roupas encardidas, que podem trazer doenças e infestações. Na bagunça, por sua vez, há desordem, com objetos guardados nos locais errados, entulhados, espalhados ou difíceis de encontrar.

Dá até vontade de permanecer mais no lugar quando ele está arrumado, fica fácil de andar sem tropeçar ou esbarrar em nada, não tem poluição visual e até o ar flui mais, dando mais tranquilidade e clareza para raciocinar.

Por que organizar?

Manter a organização no ambiente de trabalho ou da casa é muito importante para qualquer pessoa que queira ter mais produtividade e qualidade de vida, pois garante às pessoas facilidades no dia-a-dia, além de conforto e limpeza.

A desordem pode ocasionar atrasos e até situações desconfortáveis, como a perda de tempo procurando um documento, um número de telefone ou até mesmo uma simples caneta, além de e-mails e arquivos eletrônicos. Essa desorganização implica no rendimento do profissional e acaba afetando o seu humor e a sua saúde, além da possibilidade de desentendimento ou desgaste com outras pessoas.

A organização garante praticidade e a segurança de ter todos os dados importantes no momento em que for preciso encontrá-los. Quando organizamos um ambiente, a sujeira aparece mais e com isso fazemos faxina mais vezes e também acabamos tendo maior consciência nas compras, já que sabemos o que temos guardado e o que de fato precisamos.

Além de tudo isso, é preciso lembrar também que organização pessoal, em ações simples como ter a agenda em dia, não se atrasar para compromissos, acompanhar e concluir tarefas já contam pontos na sua vida profissional.

De onde vem a desorganização

A desorganização não é herdada geneticamente e não tem a ver com a falta de tempo, mas pode vir de crenças limitantes, como estas:

  • É melhor arrumar um cômodo por vez;
  • No final do ano eu faço uma boa arrumação;
  • Não consigo jogar fora e suas “famosas” variações:
    • Quando eu emagrecer, vou voltar a usar;
    • Não posso me desfazer porque foi presente;
    • É pecado jogar coisas fora;
  • Não consigo colocar de volta no lugar;
  • Não adianta arrumar porque os outros bagunçam;
  • Sou bagunceira mesmo, mas eu me acho na minha bagunça;

O livro “A Mágica da Arrumação”, da personal organizer japonesa, Marie Kondo, trata a arrumação como mágica porque segundo ela ao arrumar os ambientes, há uma transformação na pessoa quando abre a sua mente para viver rodeada apenas por objetos que ama e que são importantes, e com isso se torna uma pessoa mais feliz e motivada.

Segundo Marie Kondo, “a desorganização visível serve para nos distrair do verdadeiro motivo da desordem, que está no nosso interior. Acumulamos coisas pelo mesmo motivo que comemos – para satisfazer um desejo. Comprar por impulso, comer e beber em excesso são tentativas de aliviar o estresse”.

Muitas vezes a dificuldade de se relacionar e criar vínculos com pessoas faz com que as pessoas se apeguem exageradamente às coisas.

Por isso, o desafio é de tentar descobrir o que te incomoda internamente, ao analisar o que você está sentindo, acabará identificando as questões que inconscientemente vem evitando e será forçado a lidar com elas. Quando iniciar a arrumação, vai se sentir inspirado a fazer ajustes em sua vida – e é aí que a arrumação vai começar a mudar a sua vida.

Diferença entre guardar e arrumar

Muitas pessoas acham que arrumar é guardar tudo, só que quando isso acontece vem o efeito rebote na bagunça porque continua sendo difícil achar as coisas porque só escondemos a bagunça. Segundo Marie Kondo, “a verdadeira arrumação tem que passar pelo descarte e desapego das coisas”.

Tirar as coisas do campo de visão cria a ilusão de que a bagunça foi eliminada, mas logo os compartimentos voltam a ficar cheios e os ambientes desorganizados novamente.

A personal organizer sugere que antes de começar a arrumação, você pense na vida que deseja ter e reflita: “Por que quero organizar minha casa ou meu trabalho? Quando encontrar a resposta, você estará pronto para dar os próximos passos: analisar o que possui, separar, descartar e guardar.

A organização é uma ferramenta, não o objetivo final, e somente depois de listar as respostas, você terá clareza se conseguiu atingir ou não após a arrumação.

Por onde começar

Kondo afirma que “as pessoas têm dificuldade de se desfazer de coisas que ainda poderiam usar (valor funcional), que contém informações úteis (valor informativo), com as quais têm laços afetivos (valor sentimental) e também quando tais coisas são difíceis de encontrar ou de substituir (valor de raridade)”.

Baseado no princípio da dificuldade, Kondo sugere começar a organização por itens de menor importância como roupas, livros, papéis e, por fim, itens de apego emocional, incluindo presentes e lembranças.

A personal organizer recomenda “que o olhar inicialmente deve ser das coisas que queremos guardar e não naquelas de que queremos nos livrar. Sugere que ao pegar em cada peça de roupa ou objeto a pessoa se indague: “Isso me traz alegria?” Se a resposta for afirmativa, guarde-o, senão descarte-o”.

E se você tiver muita dificuldade em descartar um objeto Kondo indica que procure entender o motivo pelo qual você tem esse objeto. Quando o adquiriu e o que significou na época? Pense no papel que esse item desempenha na sua vida. Você te coragem de dizer que precisa de algo que está enterrado no fundo do seu armário há anos? Pratique o desapego e deixe as peças partirem com gratidão porque já cumpriram o seu papel.

Quando começar

Marie Kondo afirma que “há três maneiras possíveis de lidar com nossos pertences: encará-lo agora, algum dia ou evita-los até a morte. A escolha é sua”.

Complementa que “se reconhecermos o apego ao passado e o medo do futuro ao analisar com sinceridade nossas coisas, conseguiremos enxergar o que é realmente importante. E isso vai nos ajudar a identificar nossos valores e a reduzir a dificuldade de tomar decisões”.

O ato de descartar aprimora a capacidade de decidir e descartar não quer dizer jogar no lixo, muitos objetos, principalmente roupas e utensílios podem ser reaproveitados para venda ou doação.

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