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Orçamento Social em Organizações Sem Fins Econômicos: Parte II

Na primeira parte do artigo, apresentamos uma nova visão para o orçamento nas organizações, especialmente naquelas onde o lucro não é a finalidade precípua. Hoje, vamos identificar um resumo das principais vantagens e desvantagens dessa importante ferramenta gerencial que é o Orçamento Social. As dez principais vantagens do Orçamento Social 1. Envolve pessoas de todas as áreas, funcionando como integrador natural de equipes. 2. Induz a minimização dos custos e a contenção de despesas, favorecendo a maximização da utilização dos recursos. 3. Identifica os verdadeiros pontos fracos da organização através da comparação contínua entre o realizado e o orçado. 4. Propicia uma melhor qualidade e racionalização nas decisões de investimento em ativos fixos e de capital. 5. Elimina os efeitos prejudiciais de otimismos e pessimismos exagerados através do compartilhamento de informações à toda equipe. 6. Favorece um controle eficiente da geração de caixa (planejamento do fluxo de caixa). 7. Estimula funcionários e dirigentes envolvidos a buscarem relativa compreensão dos outros relatórios econômico-financeiros da empresa, tais como a Demonstração de Resultados, o Balanço e o Fluxo de Caixa. 8. Agrega, de uma só vez, em termos financeiros, as estratégias e táticas da empresa, mensurando a sua performance econômica. 9. Cria um espírito geral de busca pela noção de custos, de economia e de racionalização de recursos. 10. Assegura um futuro melhor para os clientes sociais, para a organização e seus colaboradores, pois traça a política de investimentos e desenvolvimento através do estudo dos cenários atual e futuro, garantindo um planejamento mais seguro para o curto e longo prazos.
O orçamento econômico O orçamento econômico trata especificamente os números patrimoniais e de movimentação das contas a receber e das despesas da forma como apresentados no balancete da empresa, ou seja, contabilmente. Isto quer dizer que, do ponto de vista orçamentário todos os títulos emitidos e as demais ordens de recebimento são lançadas no Orçamento Social tal como sua previsão contábil, sendo estes posteriormente transformados em dados financeiros totais ou parciais, de acordo com o índice de inadimplência verificado ou outro fato que impeça o total de recebimentos dos créditos informados nas datas especificadas. Dessa forma, numa perspectiva orçamentária (contábil), é extremamente importante a visão econômica da operação, porquanto pode-se dimensionar com acurado grau as deficiências operacionais resultantes de grandes diferenças entre elas e o efetivamente realizado. Além disso, a visão econômica favorece a tomada de decisões com bases reais que serão objeto de análises e reflexões das políticas de controle em todo o processo operacional da organização.

Desvantagens do Orçamento Social Algumas desvantagens do processo orçamentário, todavia, podem desestimular os gestores quanto a sua aplicação. Veja as principais: - A dificuldade de compreensão dos dados contábeis e financeiros pode causar desencorajamento da equipe. - O aumento da burocracia pode demandar muito tempo durante o processo de implantação. - Os resultados práticos do orçamento são de médio e longo prazos. - Como os dados são meras estimativas, os orçamentos estão sujeitos a erros e incertezas futuras. Além dessas desvantagens é importante lembrar também que, em geral, as OSFE de menor porte dispõem de pouquíssimos recursos humanos e financeiros para implementar seus controles. A falta de tempo dos administradores, que muitas vezes têm que estar à frente de todo o ciclo operacional da entidade, faz com que a atividade de planejar e orçar sejam deixadas para trás. Mas isto tem que ser duramente combatido. Semana que vem, fecharemos este texto com uma visão geral sobre os processos de preparação, elaboração propriamente dita e monitoração o Orçamento Social. Até lá!
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