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Operadora Claro ferve o mercado...

A ausência de lances para as regiões de São Paulo e estados do Nordeste no leilão do Serviço Móvel Pessoal (SMP) realizado ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não ofuscou o resultado da venda, que teve uma acirrada disputa pela área do Triângulo Mineiro. A região acabou arrematada pela Telemig Celular pelo lance de R$ 9.750.000. O ágio da compra foi de 80,54% em relação ao preço mínimo fixado pela Anatel, de R$ 5.386.541. A troca de lances que durou em torno de uma hora ocorreu com a Stemar, subsidiária do Grupo Claro. A empresa, que levou a licença para prestação do SMP no restante de Minas Gerais pelo preço mínimo de R$ 51.203.557, desistiu da compra do Triângulo Mineiro ao apresentar um lance de R$ 9.260.000. Cada empresa cobriu seu lance inicial cinco vezes, sendo que, para cada novo preço foi acrescido um mínimo de 5% sobre a maior proposta no momento. Com as duas vendas, a Anatel arrecadou R$ 60.928.557,00. No início do leilão, a Telemig Celular abriu contestação sobre sua participação como concorrente da Stemar no leilão. Segundo os advogados da empresa mineira, a Stemar é sua coligada por meio da Telos, fundo de pensão dos funcionários da Embratel e que detém ações nas duas companhias. Caso essa posição fosse aceita, a área deveria ser vendida pelo preço mínimo para uma das duas empresas, pois não poderia haver disputa. A questão não chegou a ser debatida, sob o argumento de que aquele não era o momento adequado para esse esclarecimento, feita pela advogada do Grupo Claro. Para o presidente em exercício da Telemig Celular, Ricardo Grau, o ágio de 80,54% no lance vencedor da área do Triângulo Mineiro é absolutamente normal, considerando a região que estava sendo vendida. "Foi um bom ágio. A disputa poderia até ter sido maior", analisou o presidente após o encerramento do leilão das sobras do Serviço Móvel Pessoal (SMP). Com o resultado de hoje, quatro empresas ainda estão fora da região do Triângulo Mineiro, considerada nobre para a telefonia celular: Brasil Telecom GSM, Sercomtel Celular, Claro e Vivo. Grau tem boas perspectivas para a entrada da Telemig Celular no Triângulo Mineiro. "É uma região muito rica, onde os índices de penetração da telefonia celular ainda são mais baixos do que no restante de Minas Gerais." Atualmente, a operadora é líder no mercado de telefonia móvel no estado, com market share acima de 50%. "Comprar o Triângulo é complemento normal da área de atuação da Telemig e os clientes da região já esperavam isso. Será excelente para a empresa." O presidente não quis divulgar o montante de investimentos para a construção de sua rede na região, mas deixou claro que a estratégia já está pronta. A rede será inaugurada na tecnologia GSM, já utilizada no restante de Minas e pelas concorrentes no Triângulo Oi, TIM e CTBC Telecom. A Telemig terá um ano a partir da assinatura do contrato com a Anatel para iniciar a operação comercial. Telemig vence para operar no Triângulo Mineiro. Após uma disputa acirrada com a Claro, a operadora, que já está em Minas Gerais, levou a licença por R$ 9,7 milhões; em outro lote, que corresponde aos outros municípios do estado, a Claro foi a vencedora. A Telemig Celular arrematou, pelo valor de R$ 9,7 milhões, a licença da banda E do Serviço Móvel Pessoal (SMP), na região do Triângulo Mineiro. O valor corresponde a um ágio de 80,54% em relação ao preço mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), algo em torno de R$ 5,3 milhões. A licença foi disputada com a Stemar, empresa ligada à Claro, que chegou a ofertar até R$ 9,2 milhões. De acordo com o presidente em exercício, Ricardo Grau, a licença vale o que será pago, pois trata-se de uma área que ainda tem baixa penetração na telefonia móvel. Segundo o executivo, a telefonia móvel tem densidade quatro pontos percentuais menor do que a fixa. Além disso, trata-se de uma região onde há um mercado consumidor forte. No outro lote, que corresponde ao estado de Minas Gerais, com exceção dos municípios do Triângulo Mineiro, a Claro conseguiu arrematar a licença pelo valor de R$ 51,5 milhões
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