“Ocupado” e “produtivo” são duas coisas diferentes

Comumente vamos os profissionais dedicados fazendo horas extras, muitos esforços, mas os resultados nem sempre são proporcionais a essa dedicação. O que acontece realmente?

Parecer ocupado pode dar uma boa impressão aos superiores que acreditam que se precisa de sacrifico para obter resultados. Mas sempre o melhor caminho para melhores resultados é um bom planejamento, uma boa priorização. No livro “Murphy on Projects: causas frequentes de falhas nos projetos e como preveni-las” se aborda como evitar a patologia do “Ocupado V.S. produtivo”.

Na elaboração dos cronogramas e na definição do ritmo de trabalho desejado no projeto, o gestor precisa levar a seguinte consideração a lei de Parkinson do cronograma:

“Os trabalhos se expandiram para preencher o tempo alocado no cronograma” - lei de Parkinson do cronograma

Quer disser, se for pedido para os colaboradores trabalhar 12 horas, eles encontraram formas de preencher essas 12 horas, parecendo ocupados, mas não sendo produtivos. O excesso de jornada diminui a motivação, aumentam as chances de erro, e o trabalho efetivo nessas 12 horas termina se resumindo a entre 6 e 8 horas.

Existem outros efeitos colaterais do excesso de jornada. De acordo com a Federação Americana de Professores (American Federation of Teachers, AFT) e do Conselho para a Saúde dos Trabalhadores do EE.UU (U.S Healthcare Workers Council), jornadas exaustivas deteriora a saúde dos liderados, aumenta os afastamentos por doenças e a probabilidade de acidentes. Existem casos de empresas aonde o mal planejamento das jornadas de trabalho, gera inúmeras reclamações trabalhistas, provocando prejuízos que poderiam ter sido evitados com bom planejamento.

No exposto acima, observamos que alocar 12 horas para um trabalho deixa o time ocupado, mas não produtivo. Um bom gerente desenvolve equipes produtivas, o que é diferente de distribuir tarefas para ocupar o time. Percebemos também que trabalhar as oito horas com 100% de produtividade é melhor que trabalhar 12 horas a 50% de produtividade. Esta é uma premissa que o autor usa como regra nos seus projetos.

Trabalhar oito horas a 100% é melhor que trabalhar 12 horas a 50%.

Estas es outras 101 patologias são detalhadas no livro Murphy On Projects, aonde se explica como procurar o foco no resultado efetivo, não no aparente.

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