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O Trabalho e a Lei do Mínimo Esforço

Por Ricardo de Almeida Prado Xavier* Se alguém sobe uma colina e lá em cima derrama um balde de água, o líquido tenderá a escorrer para a parte mais baixa do terreno seguindo, porém, o caminho mais fácil, com menos e menores obstáculos. Isso ocorre por causa de uma lei física conhecida popularmente como Lei do Mínimo Esforço (LME). Genericamente, pode-se dizer que a LME dita uma regra universal segundo a qual todo corpo em desequilíbrio tende a entrar em equilíbrio a partir de um deslocamento mínimo possível. Na carreira de trabalho a Lei do Mínimo Esforço pode e deve ser adotada, nunca porém subvertida com o objetivo de pular etapas na realização de tarefas ou de maquiar resultados. Em outras palavras, considerando a alta competitividade que hoje marca as relações de trabalho, a competência das pessoas passa, cada vez mais, a ser medida por eficiência e eficácia. Eficiência porque a busca de resultados tem de ser feita de forma organizada, eficiente. Eficácia porque o resultado final deve ser positivo, medido de acordo com as metas propostas. São vencedoras aquelas corporações nas quais os gestores conseguem entender e executar bem a LME. Isso é possível porque a lei traduz de forma simples todo o esforço que se deve empreender na busca de resultados a partir das relações equilibradas entre custo e benefício. Se o esforço for exagerado para segurar custos, a balança tende para o lado das perdas, do objetivo não alcançado. O inverso ocorre quando os custos são exagerados e vêm os benefícios em dose menor do que o almejado. Assim, encontrar o melhor caminho, com menos e menores obstáculos, passa a ser o desafio. Muitas vezes é necessário, porém, subir o morro, ao contrário do exemplo da água derramada, e também aí é preciso buscar eficácia e eficiência. É preciso escolher o melhor caminho, que não é necessariamente o mais curto. Observando a natureza, uma pastagem, por exemplo, podemos notar os caminhos escolhidos pelos animais para atingir as áreas mais altas. Esses caminhos, traçados pelos próprios bois, são, quase sempre, os que levam o animal morro acima com o mínimo esforço possível e com o máximo de eficiência e eficácia. Guiados pelo instinto, os animais traçam um roteiro natural que os leva à comida. É interessante notar que nenhum dos bichos irá gastar mais energia para subir o morro do que a comida lhe pode oferecer. Se houver esse desbalanceamento, ele morre. Aí novamente se aplica a LMN, válida igualmente para as empresas. Observe-se, por fim, que um dos melhores exemplos de LME é dado pela Informática. A tecnologia leva ao desenvolvimento de máquinas cujo objetivo principal é o de realizar tarefas descendo ou subindo ladeiras com um máximo de resultado positivo. Assim, também na vida empresarial, ganha quem consegue visualizar e resolver melhor essa equação. *Ricardo de Almeida Prado Xavier, administrador de empresas, é presidente da Manager Assessoria em Recursos Humanos
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