O resto do mundo

Os desdobramentos da globalização - na mesma face da moeda existem aqueles que cultuam a "vitrine" e o resto do mundo.

Os valores culturais são oprimidos pelo capitalismo. A sociedade do consumo desenfreado fortalece o hiato socioeconômico proveniente da globalização. Globalizam-se as informações em benefício de um sistema financeiro falido. É inquietante a forma com que os meios de comunicação podem manipular um foto. Referindo-se então ao mercado e as publicações de dados de progresso das nações, revela apenas a discrepância entre os horizontes da mesma sociedade. Esquece-se de apresentar a face obscura do "desenvolvimento".

Aqueles superficialmente superiores – superioridade intelectual e financeira que articulam as estratégias de mercado e ofertam os produtos/serviços a uma cultura diferente, menosprezando aquela primitiva, em benefício do lucro. E assim vão ampliando seu marketing share, construindo o desenvolvimento, empregando mão de obra barata. Alguns irão pensar: Isso está muito distante de nós. Para espairecer o pensamento, um trabalhador americano, ganha um salário mínimo de aproximadamente *R$ 2.199,15. Se você reside no Brasil e não ganha um salário mínimo, pergunte a quem ganha R$ 545,00 e pense.

O homem – do primeiro fragmento do texto, prevalece no sentido de superioridade econômica – onde a caverna high tech lhes dão condições de sobreviver. Sobreviver com dignidade. O narcisismo são seus cultos. Esses são os homens atuais? Mais qual é a forma amplificada de expressar o desejo de consumo, daqueles que são o resto do mundo? Eles – não nós. Assim é construído o pensamento contemporâneo, abaixo das marcas, das corporações existe o resto do mundo.

Qual é o lugar do homem na sociedade contemporânea? De qual homem? O homem socialmente apresentável, o detentor do capital, que dissemina uma cultura falsa de progresso autofágico. Esses – que também não somos nós, levará o planeta a um colapso. Aponta-se em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) um diagnóstico alarmante: mais de 1 bilhão de pessoas - o equivalente a 18% da população mundial - não têm acesso a uma quantidade mínima aceitável de água potável, ou seja, água segura para uso humano. Se nada mudar no padrão de consumo, dois terços da população do planeta em 2025 - 5,5 bilhões de pessoas - poderão não ter acesso à água limpa. E, em 2050, apenas um quarto da humanidade vai dispor de água para satisfazer suas necessidades básicas. Impactante, no entanto, qual relevância se não se encontra entre os 18% relatado. O individualismo retarda o multipluralismo – enfraquece o pensamento macro e como consequência faz com que uma realidade não nos pertence – aquela realidade do resto do mundo. Pertencendo ao outro – pelo fato de que; a maioria da população mundial deriva sobre a marola da globalização.

REFERÊNCIAS:

Abril. Planeta Sustentável. Disponível em: < http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_261013.shtml > Acesso em 25/10/2011.

BMFBOVESPA. Câmbio do dia. Disponível em: < http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/intros/intro-cambio.aspx?idioma=pt-br > Acesso em 25/10/2011 11h: 11m.

UOL. Aprendiz. Disponível em: < http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_noticias/academia/id121202.htm > Acesso em 25/10/2011.

*Dólar do dia 24/10/2011

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