O que você vai ser quando crescer?

Muitas pessoas ainda insistem em fazer o que não gostam, buscando apenas rendimento financeiro. E com o tempo acabam se frustrando, convivendo com isto ou arrumam coragem, trocam de profissões e embarcam em atividades totalmente diferentes de sua formação

Em 1931, James Truslow Adams expressou a ideia do 'sonho americano', a qual a prosperidade depende das habilidades e trabalho de um indivíduo, e não em uma rígida hierarquia social. Resumindo: 'É você ganhar dinheiro fazendo o que você gosta de fazer'. Este deveria ser nosso propósito, pois, fazer o que gostamos não nos cansa e é sempre bem feito.

Mas não é o que acontece! Por isto temos amigos que são médicos, dentistas, professores, arquitetos e vivem afirmando seriamente que não gostam do que fazem. E se pudessem abandonariam e fariam outra coisa. É também por isto que temos amigos e conhecidos que realmente deixaram a profissão a qual se dedicaram anos e mesmo conquistando uma situação financeira satisfatória, deixaram tudo. E estão fazendo outras coisas, as vezes até menos rentáveis e sem qualquer relação com a profissão anterior. E a maioria deles estão sentindo-se realizados e felizes.

Você já pensou se nossos jovens pudessem fazer um test drive como arquiteto, jornalista, administrador, publicitário, engenheiro ou outra profissão, antes do drama do momento de tomar a decisão de que curso fazer? Pois já é possível! A dica é acessar o site da empresa estadunidense JKC&P (http://www.jkcp.com/). Você poderá ver que ela oferece algo parecido, ou seja, um estágio prático na profissão que o jovem deseja seguir.

Numa parceria com uma série de organizações dos mais variados ramos de atividades, esta empresa proporciona aos jovens, a possibilidade de experimentar por algumas semanas a vivência da profissão que acredita ter maior aptidão. A hospedagem acontece no campus da Universidade da Pensilvânia, onde os colegas estudantes já são veteranos e estão em formação final da profissão escolhida. E além do experimento prático da vocação profissional, os jovens também participam de todas as atividades e vida acadêmica. Incluindo o lazer, todo o complexo esportivo, restaurantes, biblioteca, programações culturais e até excursões organizadas pela a empresa. E ainda podem ter uma ajuda de custo semanal.

Pesquisando “teste vocacional” no Google, surge mais de 380 mil páginas disponíveis. E a maioria com testes vocacionais gratuitos. Então, mesmo que o jovem tenha condições de participar de programas como o da JKC&P, ainda assim é altamente recomendável fazer vários destes testes. E se ainda assim a dúvida persistir, existem vários serviços de orientadores que poderão facilitar a identificação de dons e talentos de cada indivíduo.

O grande problema é o jovem se encantar com profissões que aparentemente darão status e facilidade financeira, como medicina por exemplo. É importante lembrar que um médico geralmente tem a carga horária de trabalho muito superior à outras profissões, com muito horário noturno nos inevitáveis plantões, carga e pressão psicológica altíssima. Sem falar do tempo, custo e dedicação necessária para a formação, residência, especialização, montagem de consultório, dificuldades para se credenciar nos convênios, hospitais e tudo mais que um médico necessita para começar a trabalhar e formar sua clientela.

Outra fator que passa despercebido nestas carreiras com aparente boa remuneração, é o valor real dos rendimentos que um dia já foram bons. Mas hoje estão na sua maioria, incompatíveis com a responsabilidade, custos, riscos e dedicação exigidos. E falo disto com propriedade, pois há quase vinte anos convivo com minha esposa que é médica e vejo que não é nada fácil equalizar rendimentos com os altos custos da estrutura necessária para trabalhar.

Além é claro, da dura vida dos jovens que resolvem por pressão de pais ou falsamente encantados com medicina ou outros cursos 'vistosos', enfrentar a guerra para entrar numa universidade boa. Será que vale a Pena?

A Bíblia nos diz que “melhor é ter um punhado com tranquilidade do que dois punhados à custa de muito esforço e de correr atrás do vento” (Eclesiastes 4:6) .

E você faz o que gosta?

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