O QUE PODE SER FEITO PARA O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

TORNANDO EFETIVA A PRESSÃO TÉCNICA

Como uma das funções dentro da Organização o Administrador muito tem feito pelas empresa para obter o aumento da produtividade incluindo o pagamento de incentivos por peça fabricada e a racionalização do trabalho e outras. Assim o aumento da Pressão Técnica pode ser observado em alguns níveis como:
de participante

de agrupamento de organização.

EM NÍVEL PARTICIPANTE: Como observado muitas são as culturas provenientes de várias partes da sociedade, isto inclu-so também de sociedades externas às nossas, de países próximos, como os Estados Unidos ou de longa distância como o Japão. Vemos que a imposição do individualismo americano para o sucesso ou a cooperação para executar tarefas dos japoneses colidem com a cultura que valoriza o ambiente amigo e pouco competitivo do brasileiro, aliada ao desinteresse pela perfeição e ao descaso para atividades cooperativas.


Para que o processo produtivo brasileiro não venha colidir diretamente com essas culturas ad-vinda de outras localidades, as empresas para aproveitar ao máximo as possibilidades técni-cas, transferem para profissionais autônomos a fabricação de bens e a prestação de serviços.
As Empresas se utilizam de um método denominado de Terceirização de Serviços que alem de trazer menos encargos para empresa, aumento da produção e serviços. Exemplo deste pro-cesso podemos ver em empresas que ao invés de produzir cada elemento de um determinado produto esta repassa a outras empresas a incumbencia da produção de varios componentes que integram determinado produto cabendo a empresa principal somente o papel e montagem como no casop de fabrica de automóveis, sapatos malharia, etc., desde que acompanhados de rígidos controles de qualidade. Esta proposta pouco aumenta a Pressão Técnica por não alterar o trabalho em si, não a reduz nem a torna negativa, como sucede na linha de montagem, na qual a rotina das tarefas repeti-das torna o operário alienado do que faz e para quem faz.

EM NÍVEL DE AGRUPAMENTOS É necessário que o participante mude a sua cultura individualista para a coletiva do trabalho em equipe como também reduzir ao mínimo a idéia de que o individualismo leva a especializa-ção na realização de determinadas tarefas.. Uma proposta para alterar as atitudes trazidas de outras organizações consiste na mudança cultural de, em lugar de valorizar o esforço individualizado, passar a enfatizar a realização em grupos.

Um processo que deveria começar na escola por meio de treinamento do trabalho em grupos e ser completado na própria empresa, pelo desenvolvimento de equipes engajadas na produção.

Outra sugestão de mudança cultural consiste em eliminar a crença da especialização, segundo a qual só se pode executar um tipo de serviço pouca vontade de esforçar-se para aprender no-vas habilidades.

A terceira forma de mudar a cultura dos empregados na empresa dependerá da realização do trabalho em equipe e da dismitificação do trabalho especializado pois consiste na promoção de equipes autônomas de trabalho. Nestas, não existirem posições fixas de trabalho e elegerem um companheiro para coordenar suas atividades em lugar de um chefe formal.

EM NÍVEL DE ORGANIZAÇÃO
Já que não é possível valorizar da mesma forma todas as tarefas organizacionais, Incluindo-as nas atividades fim, uma primeira forma de aumentar a Pressão Técnica é facilitar transferências de pessoal, permitindo que o participante encontre a atividade que esteja mais de acordo com seus desejos e habilidades.

Pode-se também permitir a ascensão na carreira dentro das especializações e não por meio de mudança para cargos administrativos, evitando-se o tão falado problema de "perder um ótimo técnico e ganhar um péssimo gerente". Trata- se das carreiras paralelas em "Y", um ramo com ascensão em cargos administrativos e o outro em funções técnicas. Isso permite criar um quadro de carreira no qual o técnico inicia como trainee, passa a júnior e por fim a sênior..

Outra forma de aumentar a Pressão Técnica é facilitar a aquisição de uma outra especialidade ou, desenvolver a já possuída por meio de cursos formais profissionalizantes, dentro ou fora da organização. Estes cursos não são cursos meramente informativos de curta duração como são oferecidos pelas empresas para seus empregados, mas sim do desenvolvimento com a formação prática de habilidades, seja em nível técnico, seja em nível universitário de graduação.

Sociologia Aplicada a Administração, ed Saraiva, Marcondes, Reynaldo Cavalheiro Bernardes, Cyro
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