O que o possível bloqueio do Whatsapp tem a nos dizer sobre o mercado executivo no Brasil

O possível bloqueio do Whatsapp denúncia o despreparo das grandes empresas brasileiras de lidar com o progresso.

Você já deve ter ouvido falar, que a Justiça brasileira ordenou uma medida cautelar que pode bloquear o aplicativo WhatsApp por 48 horas (Decisão revogada pelo desembargador Xavier de Souza). Mas afinal, o que preza o conceito de justiça que ao invés de nos garantir o direito nos revoga ele?

Antes de entrar nos méritos considerativos precisamos entender o que é medida cautelar, segundo o Wikipedia ''Medida cautelar é o procedimento judicial que visa prevenir, conservar, defender ou assegurar a eficácia de um direito.'' O autor do processo era mantido em sigilo, e posteriormente foi divulgado se tratar de uma investigação criminal em São Paulo onde a justiça pediu a quebra e supostamente a empresa norte americana negou-se a fornecer as informações, mas o fato das grandes operadoras terem aberto o fogo judicial contra o Aplicativo deixa evidente de onde realmente parte a procedente ação.

Sem adentrar os pormenores juridicos, o caso deixou claro a cultura administrativa e competitiva do mercado brasileiro, um mercado altamente dominado pelo achismo poético de se fazer progresso impedindo o progresso, de criar uma estabilidade de mercado baseado na opressão juridica e/ou comercial de qualquer vertente oposta a sua empresa, é a grotesca ideia de que: ''Ei, o mercado é livre, mas é nosso''.

Algo semelhante acontece no Brasil circunstacialmente com o UBER, aplicativo que cria uma nova forma de se encarar o mercado transportes, e o que existe de comum entre o UBER e o WHATSAPP é a co-relação entre. NECESSIDADE x POSSIBILIDADE. O fato é que qualquer vertente social desse planeta tem como pré requisito sustentável o direito a se comunicar e se locomover e o fato que se mostra nas inovações que aconteceram durante milênios é, que se uma vertente é por qualquer razão otimizada, priorizada e preferida em relação a outra isso significa que por uma série de motivos ele se é mais relevante para seus usuários.

O fato é que o caso do WhatssApp evidência mais uma vez o quanto os executivos e administradores das grandes empresas brasileiras estão despreparados para uma competição franca e democrática por um mercado justo e relevante. O WhatssApp não teria sido tão amplamente aceito e difundido no Brasil se o serviço de telefonia móvel não fosse tão medíocre. Atualmente moro nos USA, um dos paises mais competitivos no que tange mercado e público e aqui o Whatssapp divide espaço franco com as operadoras de telemóvel que se uniram para oferecer um serviço no minimo relevante e tem reconquistado o espaço perdido. Ninguém usaria um atravessador (no caso um aplicativo) se o serviço real cumprisse o prometido.

E calma, isso não seria um problema de se resolver se a cultura executiva brasileira fosse menos individualista e parasitária (não toda). Releva-se os esforços financeiros e jurídicos para se tentar uma paralisação do aplicativo, leve em conta todo o desgaste com o cliente, com a marca e todo o mau estar entre mais de 150 milhões de brasileiros. Agora imagine se essas grandes corporações se unissem em prol de uma significante melhoria no mercado, de entender que um avanço é necessário e que o mercado é de todos e para todos, imagine se ao invés de gastar com garotos ruivos ou homens pintados de azul na rede globo, essas empresas estivessem investindo em estrutura mobile, em cabos de conexão, tecnlogia recente. Imagina se ao invés de lutar contra o povo essas empresas estivessem lutando contra o estado, para reduzir os impostos sobre tarifas, reduzir os impostos sobre aparelhos e equipamentos e incetivar a indústria tecnológica brasileira.

A questão central é que tudo isso denúncia um fato preocupante, de que o Brasil ainda é um mercado imperialista, que não se preparou e não está pronto para acompanhar a evolução do resto do mundo, que a cada dia se distância mais dos avançõs internacionais e que raramente pauta suas decisões em estrutura estatégicas elaboradas. As empresas de telecomunicações raramente teriam prejuizos grotescos se tivessem integrado seu marketing com os bancos de dados de consumo e cultura e com isso tivessem percebido as alterações nos padrões de relação e co-relação social entre os consumidores brasileiros e o mercado intenrnacional. No final, ainda somos um mero reflexo dos paises 'desenvolvidos' e assim não é tão dificil prever os rumos que nossa economia iria ou não tomar.

Tudo um sonho...? Talvez, se encarado pela perspectiva que sonhos são ações não realizadas. Progredir da trabalho, é mais fácil usar nosso sistema arcaico e engessado para impedir o fluxo natural do progresso mundial. E assim vamos caminhando, enquanto o mundo progride em direção a relevância comercial o Brasil insiste em continuar um império... dos outros!

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