O que o Comércio Exterior espera do atual governo

Dizem que não é bom criar muita expectativa, ainda mais quando o resultado daquilo que esperamos não depende só de nós. Assim como nós brasileiros, o mundo também espera os novos rumos da continuação do governo “PT” no comando do Brasil para os próximos anos

Dizem que não é bom criar muita expectativa, ainda mais quando o resultado daquilo que esperamos não depende só de nós. Assim como nós brasileiros, o mundo também espera os novos rumos da continuação do governo “PT” no comando do Brasil para os próximos anos.

Em um ano de cenário tão adverso para alguns segmentos da economia, uma das propostas na campanha do novo governo foi à manutenção do emprego. E parece ser até contraditório quando se analisa friamente, já que quem gera grande parte dos empregos são as empresas e não necessariamente o poder público. Manter o emprego é, portanto, consequência da manutenção das empresas, ainda que seja pelo controle da inflação e redução da taxa de juros – outras propostas do governo – não permitindo a perda do poder de compra e encarecimento dos empréstimos e financiamentos. Tais ações podem manter a economia girando, embora as empresas peçam por mais.

Se comparado o número de funcionários públicos que chega a 6% da população com o número de eleitores das eleições que, totalizou 141.824.607, observa-se que as empresas são quem absorve a mão-de-obra dos mais de 132 milhões dos eleitores restantes.

Realmente, as empresas possuem um papel importantíssimo na forma pela qual o governo pensa em conduzir economicamente o Brasil nos próximos anos. E, neste contexto, entram as empresas atuantes no comércio exterior. Falando nisso, qual foi a proposta do governo para a política externa do país e o que o comércio exterior espera do governo?

Durante a campanha, a proposta do governo “PT”, no contexto da política externa, foi de “manter uma política externa priorizando as relações com a América do Sul e América Latina, além dos países africanos e asiáticos, mundo árabe e as novas potências dos Brics - o acrônimo que une Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Além disso, as relações com o Mercosul e a Unasul seriam fortalecidas”.

A preocupação é clara quanto à busca de manter as relações fortalecidas com o Mercosul, bloco econômico do qual o Brasil faz parte. Ainda no âmbito regional, intensificar uma maior liberdade comercial com os países sul-americanos, além de aproximar o comércio com as próximas potências econômicas do mundo. Sem falar também do mundo árabe, grande parceiro comercial do Brasil.

De fato, uma postura que beneficiaria principalmente a indústria automobilística, metalúrgica e alimentícia, visto que Argentina, China e o mundo árabe, por exemplo, estão na pauta da política externa do país. Preocupa, em contrapartida, saber qual será a postura do atual governo quanto às relações comerciais com os Estados Unidos e à União Europeia, ainda pouco sinalizada nas propostas políticas enquanto na candidatura.

Por outro lado, o comércio exterior espera por questões mais pontuais e urgentes, como maiores investimentos na agroindústria e em toda a cadeia logística para melhor escoamento da produção, modernização dos portos, intensificar os investimentos públicos e privados no parque industrial e uma desburocratização das operações de comércio exterior.

Por essa ótica, o comércio exterior ainda espera do atual governo é a possibilidade de desenvolver com toda a infraestrutura necessária, de forma a aumentar a visibilidade do país no exterior e ajudar o país a se desenvolver economicamente. Só nos resta saber se o governo irá voltar a atenção dele para o comércio exterior, uma vez que o Brasil demanda de um cuidado especial com os próprios brasileiros.

REFERÊNCIAS

  1. http://www.fetecsp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=150: servidores-publicos-nao-chegam-a-6-da-populacao-no-brasil&catid=47:bandeira-de-luta&Itemid=78. Acesso em 03 Nov 2014
  2. http://www.tse.jus.br/noticias-tse/2014/Maio/justica-eleitoral-registra-aumento-do-numero-de-eleitores-em-2014
  3. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140210_politica_externa_dilma

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