Café com ADM
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O que não vai acontecer em 2006

As pessoas empreendedoras aceitam desafios e assumem riscos até na hora de fazer previsões. Depois de tantas teorizações e devaneios sobre profecias, nada melhor do que arriscar algumas previsões sobre o que não vai acontecer em 2006, no futebol e na política

No final de ano ficamos mais curiosos sobre o futuro. As bolas de cristal esquentam. São milhares de mãos friccionando o vidro transparente em busca do que virá. Todos procuram por uma fenda na muralha do tempo para poder espiar os acontecimentos que estão por vir. Pretensos adivinhos surgem por todo lado. Eles empunham cartas de tarô, búzios, ossos e bacias com água. Todos procuram vender a idéia de que são diferentes das pessoas comuns. Que possuem poderes extraordinários, sobrenaturais. Poderes visionários capazes de desvendar o amanhã de homens, cidades e nações.

Essa vontade humana de conhecer o futuro é antiga. As pitonisas gregas de Delfos enriqueceram toda a região ao atrair curiosos de toda parte para fazer consultas pagas sobre o futuro. O pagamento mínimo por uma consulta era equivalente a dois dias de trabalho de um cidadão comum. Não se sabe bem a razão, mas dos políticos era cobrado um valor dez vezes maior. Dizem que Alexandre, o Grande só obteve tantas vitórias e conquistas porque acreditou cegamente numa dessas pitonisas. Ela convencera Alexandre sobre sua suposta invencibilidade. Ele venceu porque acreditou ser invencível.


Einstein demonstrou que, teoricamente, é possível perceber o tempo futuro antes do tempo presente. Que o tempo não flui de modo linear. Que um acontecimento não causa necessariamente outro, ou que uma causa não precisa preceder o efeito. Assim, a ordem pode ser invertida e fica, em teoria, até possível perceber o futuro antes do presente. Mas, nem Einstein conseguiu avançar muito nesse terreno. Prever o futuro é muito mais místico do que científico. Nisso até hoje a ciência patina. Nem os mais poderosos computadores abarrotados de dados e variáveis conseguem ir além de uma boa previsão sobre se vai chover ou fazer sol no dia seguinte.

As pessoas empreendedoras aceitam desafios e assumem riscos até na hora de fazer previsões. Depois de tantas teorizações e devaneios sobre profecias, nada melhor do que arriscar algumas previsões sobre o que não vai acontecer em 2006, no futebol e na política:

- O PT não ficará no poder;
- O próximo Presidente não será melhor do que Lula ou FHC;
- O Corinthians não será campeão brasileiro (gastou muito para ser campeão em 2005);
- O melhor jogador do Brasileirão não será um argentino (pode ser um paraguaio);
- Romário não será o artilheiro do campeonato brasileiro;
- A corrupção não vai diminuir (talvez ela apareça menos na mídia);
- Os professores das escolas públicas não vão receber salários dignos;
- A educação não será prioridade dos governantes (a burrice continua...);
- O Brasil não ganhará a copa da Alemanha (faltará a inteligência do Felipão);
- O Brasil não deixará de ser o campeão mundial das taxas de juros;
- Os bancos não vão ficar mais pobres (talvez um pouco menos ricos);
- O Estado brasileiro não se libertará do domínio dos bancos nacionais e internacionais;
- Não vão faltar pizzas de quatro queijos, quatro correios, quatro bingos e quatro mensalões;
- Os políticos não vão deixar de prometer....prometer ...prometer...
- O Circo Brasil não vai mudar. Continuará cheio de mágicos, ilusionistas e milhões de palhaços.

Essas profecias foram até fáceis de fazer. Tomara que algumas delas não se concretizem. Elas vão ficar guardadas no disco rígido, esperando pela comprovação. É bom guardá-las. Muitas delas poderão ser requentadas e reaproveitadas para 2007. Boas férias e, um ótimo 2006.

Eder Bolson, empresário, autor de Tchau, Patrão! www.tchaupatrao.com.br


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