Café com ADM
#

O que motiva um empreendedor?

<b>"É equivocado dizer que a maioria dos empresários faz de tudo e, passa por cima de todos, tão somente pelo amor sórdido que nutre pelo vil metal"</b>

Muitos dizem que os empreendedores, esses visionários que assumem riscos e corajosamente fundam empresas, são motivados apenas pelo dinheiro. Outros dizem que os empresários são pessoas egoístas, que só vencem nos negócios motivados pela ganância sem limites. É evidente que uma pessoa busca lucro quando funda uma empresa. Ela busca uma recompensa para o trabalho árduo e também um prêmio pelo fato de colocar suas reservas financeiras em risco. Posso afirmar que, na maioria das vezes, a principal motivação de um empreendedor não é o dinheiro. Isso pode parecer hipócrita, mas é a mais pura verdade.

Na maioria das vezes que converso com empresários sobre o assunto, consigo perceber que a motivação principal não foi o lucro. Alguns falam que foi a busca por satisfazer um sentimento de realização, para poder mostrar para parentes e amigos todas as suas potencialidades como pessoa. Outros falam da busca de prestígio social ou, de um certo poder político, a ser exercido através da conquista de poder econômico. Os empresários com mentalidade esportiva dizem ter começado seus negócios pelo simples fato de gostarem de competir, vencer e saborear vitórias. São também citadas, em menor número, as motivações sociais, muitas de inspiração religiosa. Um exemplo disso é a necessidade de fazer algo que possa gerar emprego e renda para determinadas comunidades.


Cientistas transformam-se em empresários porque acreditam no sucesso de suas invenções ou descobertas. Diante disso são motivados a fundarem empresas que possam transformar suas descobertas em produtos úteis para a sociedade. Não faltam também os grandes visionários dispostos a transformar em realidade os sonhos que seus amigos e parentes julgam impossíveis. Outros alegam que foram motivados pela busca da eternidade, para deixarem uma marca indelével de sua passagem pela vida terrena. Talvez por esse motivo, muitas empresas são batizadas com o nome do fundador ou da sua família. Muitos confessam que só se sentiram motivados a empreender depois do nascimento do primeiro filho. Nesses casos é o instinto de proteção das gerações futuras que se manifesta despertando, até inconscientemente, a necessidade de iniciar a construção de um patrimônio sólido para a família.

Diante dos inúmeros tipos de motivação é injusto pré-julgar um empresário como avarento ou egoísta. É equivocado dizer que a maioria dos empresários faz de tudo e, passa por cima de todos, tão somente pelo amor sórdido que nutre pelo vil metal. O empreendedor brasileiro sonha, planeja, corre risco, trabalha como um condenado e navega em seu frágil barquinho empresarial contra um maremoto de burocracia, impostos e juros altos. Ele jamais poderá ser confundido com um egoísta, um avarento ou agiota que vive apenas da intermediação financeira.

Está na hora de separar o joio do trigo, sem arrancar o trigo. Está na hora da sociedade brasileira valorizar mais o êxito individual e deixar de abominar o lucro empresarial como algo pecaminoso. Por outro lado, os verdadeiros empresários não precisam mais falar de suas atividades lucrativas com qualquer tipo de constrangimento. Eles precisam se sentir como agentes ou motores do desenvolvimento, como sustentáculos da imensa pirâmide que é o mundo capitalista.


Eder Luiz Bolson, autor de Tchau, Patrão! - Editora SENAC www.tchaupatrao.com.br


ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.