O que mais temos buscado: “Ser” ou “Ter”?

Com o passar dos anos a sociedade tem se tornado mais capitalista e através da globalização e evolução das culturas ocidentais, cada vez mais percebemos uma busca desenfreada pelo “ter”, em detrimento de qualquer outra necessidade

São duas pequenas e simples palavras, mas possuem relevantes contribuições para reflexão de como estamos conduzindo nossas vidas, planos e objetivos.

Com o passar dos anos a sociedade tem se tornado mais capitalista e através da globalização e evolução das culturas ocidentais, cada vez mais percebemos uma busca desenfreada pelo “ter”, em detrimento de qualquer outra necessidade.

O consumismo, estimulado pela mídia em geral através das campanhas e ações de marketing que estão por todos os lados em nosso cotidiano tem contribuído para que o foco das pessoas esteja direcionado tão somente aos aspectos do “ter”, e dessa forma a felicidade ou sensação de realização acaba ficando atrelada ao fato de se possuir ou não determinado bem.

Relacionamentos, famílias e lares estão sendo desestruturados por conta dessa busca incessante pelo “ter”, uma vez que tudo aquilo que é material pode ser perdido e dependendo da situação financeira ou da economia tais objetivos podem demorar serem alcançados gerando frustração e discórdia.

É fato que a conquista de objetivos materiais fazem parte de nossas vidas e devemos tê-los como resultado de nossos esforços, mérito de trabalho e dedicação, porém precisamos identificar se esses não tem sido nossos únicos objetivos em detrimentos de outros aspectos tão importantes quanto, como ter tempo para passar com a família, novos estudos, busca de uma vida mais saudável, etc.

Um bom exercício para realizarmos essa reflexão é visitarmos nossa lista de metas e objetivos e avaliar quantos deles tem sido voltados ao nosso “eu”, quantos deles tem como objetivo principal trazer uma evolução pessoal ou algum benefício para nosso corpo, mente e espírito. Em contrapartida, devemos avaliar quantos objetivos estão centrados puramente no fato de se ter, seja comprar ou adquirir algo que eventualmente nem seja uma necessidade.

Que tal após essa avaliação, incluirmos novas metas que estejam voltadas ao “ser” ao invés do “ter”? “Ser mais flexível”, “Ser mais paciente”, “Ser um bom marido ou uma boa esposa”, “Ser um bom pai ou uma boa mãe”, “Ser um filho(a) melhor”, “Ser um excelente profissional, estudante”, enfim, as variações são inúmeras, cabe a cada um identificar e traçar seus novos objetivos e não se esquecer do principal, SER FELIZ!

“Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza dos seus ideais” (Charles Chaplin)

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