O que fazer quando o dono se torna o maior inimigo do caixa?
O que fazer quando o dono se torna o maior inimigo do caixa?

O que fazer quando o dono se torna o maior inimigo do caixa?

É comum o “dono” confundir seu papel e acabar contaminando os resultados da empresa se tornando um verdadeiro inimigo do caixa

O incorreto entendimento sobre como gerir as finanças empresariais, vem transformado o dono (sócio, herdeiro, familiar) da pequena empresa em um verdadeiro inimigo do caixa.

A mistura entre empresa e sócios é extremamente nociva para a gestão de qualquer empresa.

E é sobre isso que vamos conversar neste artigo. Interessou? Então vamos em frente!

Mas afinal o que isso quer dizer?

Com certeza você já deve ter ouvido a frase que diz que toda grande empresa já foi um pequeno negócio.

Uma ideia aliada a vontade fazer é o estopim para o início de mais uma empreitada.

E no início todas são iguais, os sócios são os gerentes e seguem desta forma até se “aposentarem” ou a empresa evoluir para a profissionalização da gestão.

Acontece que em determinado momento (ainda na gestão do fundador) é importante para a sobrevivência do negócio, diferenciar os papéis, direitos e deveres de atuação dentro da operação.

É comum o “dono” confundir seu papel e acabar contaminando os resultados da empresa se tornando um verdadeiro inimigo do caixa.

Uma das contaminações mais recorrente, é a mistura entre as personalidades físicas e jurídicas.

Isso geralmente acontece através do uso da empresa em benefício próprio ou da família, como forma de compensação.

For free!

Que atire a primeira pedra quem nunca fez ou viu algum membro com nome no contrato social pegar alimentos “For Free“ no mercadinho da família?

Ou ter o direito de alimentação “0800” no restaurante próprio? E a sangria do caixa com inocentes retiradas diárias?

Ah!!!! E quando manda lançar as despesas pessoais no caixa como forma de ressarcimento pelo trabalho (pró-labore)?

Não é correto nem sadio para o resultado que o sócio/gerente permita tais ações no negócio.

Na verdade é contraprodutivo e altamente lesivo para a operação já que o alvo destes “pequenos” gestos é o caixa.

Ou seja, o ataque sistemático pelos inimigos do caixa é um dos piores absurdos que podem ser cometidos dentro de uma empresa.

O caixa é o oxigênio do negócio e como tal deve ser preservado a qualquer custo. Sua empresa não é uma exceção.

Sem oxigênio ou caixa, ela vai morrer! E quando ela morrer, adivinha só o que vai acontecer com você?

Bingo, saco preto

Muitos falam que esses ataques ao caixa são insignificantes e eventuais e que não afetam a operação.

Isso é simplesmente uma mentira repetida várias vezes para ver se se torna uma verdade.

O que quebra uma empresa é a falta de caixa e não de lucro!

É muito comum a perda de controle e o pagamento sempre a maior daquilo que seria razoável na posição ocupada, segundo o mercado e as condições da empresa.

Ou então a retirada de dinheiro do caixa para o pagamento das despesas pessoais sem o devido desconto na correspondente remuneração.

Esse tipo de atitude é um erro e infelizmente um erro muito comum nas pequenas empresas.

Principalmente quando o inimigo do caixa não entende a diferenciação do dinheiro e acha que todo capital girando no negócio é seu.

Será que é mesmo?

Pois bem, vamos lá…

O dinheiro do sócio(sócios) no negócio se resume ao capital social da empresa e aos lucros.

Todo o restante do dinheiro que gira mensalmente pelo caixa é em primeira forma, o capital de giro do negócio.

Logo esse dinheiro, até a apuração do lucro, pertence à empresa.

E como tal, deve ser usado para quitar os débitos assumidos com colaboradores, sócios que trabalham na empresa (pró-labore), fornecedores e o governo (impostos).

A bonificação do sócio, sendo ele gestor ou não, fica na linha do lucro líquido.

Este é o resultado do dinheiro que ‘sobrou” do caixa depois de ter pago todas as despesas, impostos, dívidas e ainda, necessidades de investimento.

É claro que isso só existirá se a empresa for lucrativa.

Capital Social é o valor, a integralizar ou integralizado, correspondente à contra-partida do titular, sócios ou acionistas de um empreendimento, para o início ou a manutenção dos negócios.

Agora preste atenção nisso!

É muito importante o gestor saber diferenciar a propriedade do capital da empresa.

Ao retirar dinheiro do caixa e desfalcar o capital de giro, você estará tirando um pouco de vida do seu negócio.

Não é raro ver pequenas empresas lucrativas com problemas de fluxo de caixa.

Em sua grande maioria, o problema não está na operação mas sim na gestão do caixa por parte dos responsáveis.

Estes fazem ataques sistemáticos em busca da manutenção do seu padrão de vida.

Se você é sócio ou apenas o gestor de uma empresa que sofre com esta situação, sugerimos tentar os seguinte passos:

  • Conscientizar o “inimigo do caixa” sobre o perigo de se esgotar o capital de giro (oxigênio) da empresa.
  • Explicar que o “dinheiro”do sócio/gerente é primeiro o pró-labore (fixo) e depois se o trabalho for bem feito, o lucro líquido.
  • Definir o pró-labore de acordo com a posição que a pessoa ocupa na empresa de forma a estar alinhado com o mercado e a situação econômica/financeira do negócio.
  • Orientar o sócio/gestor à analisar seus gastos pessoais a fim de cortar gorduras e adequá-lo a situação econômica/financeira do negócio.
  • Elaborar pequenas normas de governança corporativa (boas práticas) com direitos e deveres dos gestores para com a empresa. Assim todos saberão o que pode e o que não pode ser feito e suas consequências caso ocorra o contrário.

Sempre tem um….

É, infelizmente existem aqueles inimigos do caixa que mesmo depois de confrontados, não se enquadram e continuam a expor toda operação ao risco.

Retirar as permissões de acesso ao caixa pode ser necessário para uma desintoxicação financeira do sócio/gestor. É um “detox” forçado!

A má notícia é que nestes casos, apenas um sócio pode “enfrentar” outro sócio.

Dependendo da relação familiar, os descendentes mesmo sem posição assumida em contrato social, também tenham esse poder.

Mas o fato é que se não existir alguém que possa conscientizar esse inimigo do caixa de forma mais realista, o negócio estará fadado ao fracasso.

Concluindo

Fique atento e não deixe esse péssimo costume corroer o futuro da sua empresa.

São atitudes razoavelmente simples que podem fazer o seu negócio se desenvolver e perpetuar.

Além disso, como sempre pregamos aqui na Consultei, que a Gestão é uma forma de tornar mais eficiente a sua operação.

Gerir de forma correta poderá lhe render mais tempo livre para aproveitar os resultados com sua família e amigos.

Por tanto, desenvolva a gestão do seu negócio e com ele a sua qualidade de vida e não seja o maior inimigo do caixa da sua empresa!

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