O que é Governabilidade?

ADMINISTRAÇÃO MUNICIPALO grande dilema da governabilidade está em se fazer o que o povo precisa em detrimento do que o povo deseja. É sabido que Taylor é o pai da administração científica. Mas a administração é algo que remonta a própria era cristã e, ao buscarmos com paciência e persistência, veremos registros sobre a habilidade de administrar. Eles estão nas conversas do filósofo grego Sócrates (470 a.C. - 399 a.C.), quando falava na administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. Pasmem! Quem me disse isso foi um administrador. A administração, no início, passou a ser percebida dentro da estrutura pública. Tanto que Sócrates ao abordar sobre o tema deixou claro que sobre qualquer coisa que o homem possa governar, ele será, se souber o que precisa e se for capaz de provê-lo, um bom governante. Seu precursor, Platão (429 a.C. 347 a.C.) preocupou-se ainda com os problemas políticos e sociais inerentes ao desenvolvimento social e cultural do povo (grego), expondo seu ponto de vista sobre a forma democrática de governo e de administração dos negócios públicos. Desde tempos remotos o grande desafio da administração pública consistia em buscar a chamada governabilidade que nada mais é que a habilidade de governar. Mas o que é governar? Ou, ainda, o que é habilidade? Ambos verbetes têm definições claras. O primeiro nada mais é que se ter poder ou autoridade para administrar ou dispor de algo ou alguma coisa. Já o segundo é a aptidão ou capacidade para algo. Assim, seria correto afirmar que governabilidade é a capacidade em se dispor de poder ou autoridade para administrar. Mas não é tão fácil assim se obter governabilidade na administração pública. O Dr. Sérgio Boechat (www.sergioboechat.com.br), consultor político de renome, define a governabilidade como uma arte. E talvez seja mesmo, pois até Sócrates concorda que governar é nada mais que uma aptidão pessoal. Acredito que o grande dilema da governabilidade está em fazer o que o povo necessita em detrimento do que o povo deseja, sem com isso perder a tal aprovação popular que sempre é usado por governantes de toda sorte como ferramenta de marketing eleitoral. Governar com o povo nem sempre significa governar para o povo. Daí a dificuldade de muitos governos em se alcançar sucesso na construção do orçamento participativo. No Brasil e nos países pseudodemocráticos, o grande paradigma da administração pública, está em equilibrar receitas e despesas ao mesmo tempo em que se busca o equilíbrio entre os poderes executivo e legislativo, pois o primeiro em muito depende do segundo; já este, por sua vez, depende muito pouco ou nada do primeiro. Um exemplo típico disso é o desequilíbrio na administração pública quando o governante não consegue a maioria no legislativo. Não se pode governar olhando para o que o povo deseja, pois nem sempre os desejos refletem as necessidades deste povo. Cabe aos governantes sábios, buscar esta governabilidade dentro de um ambiente dócil e ameno; satisfazendo, sempre, as necessidades e buscando o equilíbrio das contas e das relações entre os poderes. . . .
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