O “Quadrado das Bermudas” dos negócios.

Como não aprendemos tanto quanto quando nos questionamos, procuramos ter nossas próprias interpretações, criei o “Quadrado das Bermudas dos Negócios”, que, logicamente, pode também conter falhas.

O autor Keith R. McFarland, em seu livro Empresa Extraordinária criou o que ela batizou de triângulo das bermudas dos negócios. Porém, mesmo sendo para pequenas empresas, sobretudo, percebi, e sob o meu ponto de vista, que há algumas falhas na concepção do conceito criado.


A ideia do autor é que as empresas devem ser apoiar neste tripé: oferecer exatamente o que os clientes querem; manter os custos baixos e reagir com rapidez.


Como não aprendemos tanto quanto quando nos questionamos, procuramos ter nossas próprias interpretações, criei o "Quadrado das Bermudas dos Negócios", que, logicamente, pode também conter falhas.


Meu conceito é que a empresa deve se apoiar em quatro pontos fundamentais, cada um num canto de um Quadrado: a) oferecer e/ou criar o que cliente VAI querer; b) oferecer condições para que os colaboradores (clientes internos) sejam motivados e competentes; c) manter os custos e despesas baixos e d) reagir com sabedoria diante dos problemas/oportunidades.


a) Oferecer e/ou criar o que cliente VAI querer: "quem não tem um celular que atire a primeira pedra". Poderíamos até usar essa conexão no mundo atual. No entanto, há menos de vinte anos, pouco mais pouco menos, quem possuía?

O verbo QUERER, empregado por Keith limita a condição de CRIAR, pois, só é possível QUERER o que já existe. Além de oferecer o que os clientes querem, as empresas de sucesso podem também CRIAR algum produto/serviço que os clientes, então, DESEJARÃO.


b) Oferecer condições para que os colaboradores (clientes internos) sejam motivados e competentes: Jim Collins, outro renomado autor, sugere que as empresas devem contratar pessoas já motivadas, pois, motivar alguém é quase impossível. Certamente é o sonho de toda empresa. Mas, voltando ao mundo real e atual, isso é extremamente difícil, tão difícil quanto motivar alguém. Mas, as empresas que não se apoiarem nesse sentido, de contratar, estimular e manter pessoas motivadas e, além disso, competentes, não vai OFERECER nem CRIAR o que os clientes QUEREM/DESEJAM.


c) Manter os custos e despesas baixos: Sim, manter os gastos baixos é uma condição que, ou aumenta o lucro, ou reduz o prejuízo. Este ponto é inquestionável e, certamente Keith ponderou que eles não devem aumentar, desde que a RECEITA da empresa também não aumente, pois, CUSTOS VARIÁVEIS e, inevitavelmente, alguns FIXOS também aumentarão com o aumento da RECEITA da empresa. Alguém já disse que ECONOMIA não é NÃO GASTAR, mas sim, SABER GASTAR. É claro que isso se aplica aos negócios e, não é nada fácil de executar. Uma empresa, por exemplo, que está perdendo clientes pela baixíssima qualidade no atendimento, terá de GASTAR para treinar seu pessoal, aumentando os custos sem, talvez, a mesma contrapartida imediata nas RECEITAS.


d) Reagir com sabedoria diante dos problemas/oportunidades. Keith fala em reagir rapidamente. Mas, se a estratégia da empresa, diante do ARDENTE desejo do cliente em adquirir o que fora OFERTADO/CRIADO, for demorar um pouco mais para pô-lo à venda por completo? Diante dos problemas sim devemos agir com rapidez, para que não se tornem crises e atinjam o nível de verdadeiras catástrofes empresariais. Todavia, mesmo diante deles, muitas vezes, é necessário cautela, para não tomar decisões impensadas, é claro, sem demorar tanto a ponto de o problema digerir a empresa, e não dela dirigir o problema (é digerir mesmo).


Um abraço, sucesso e felicidades sempre!


Paulo Sérgio Buhrer

www.professorpaulosergio.com.br

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