O profissional independente

Ser independente profissionalmente está além de ter um negócio próprio. Está muito mais ligado ao comportamento no mercado e à marca que você cria ao longo da carreira

Certa vez ouvi de um professor do MBA que somos todos produtos, que nossa roupa é nosso rótulo e nosso nome é nossa marca.. Foi bem marcante ouvir isso, e trago comigo até hoje. Despertou a necessidade de ser o dono (único dono) desse produto, ou seja, de mim mesmo.

Ser um profissional independente vai além de ter sua própria empresa, ter um CNPJ em seu nome ou qualquer interpretação óbvia que equivalha.
Uma das preocupações mais importantes que devemos ter na construção do profissional que somos é jamais permitir que nosso nome seja associado, de forma quase irreversível, a apenas uma empresa. Se seu sobrenome passa a ser o do lugar em que você trabalha, preocupe-se.
Ninguém pode/deve ser rotulado como ‘Fulano da empresa tal’, porque isso passa! Você pode ser demitido a qualquer momento, a empresa pode fechar ou você pode querer sair por vontade própria por não se sentir mais confortável ali.
Quanto mais ligado a uma única empresa você se torna, mais difícil é movimentar-se para outras. Você se torna praticamente preso a um único lugar, provocando uma dependência perigosa e que pode ser extremamente difícil de reverter.
Isso faz com que você deixe de ser um profissional competitivo e se torne um discípulo, uma representação daquele CNPJ, amarrado e limitado quase que exclusivamente a um ambiente que, com o passar do tempo e com o excesso na relação, pode prejudicar seu desenvolvimento e, pior, seu aprendizado. Gera estagnação.

É fundamental construir um perfil que consiga transitar livre e fluentemente entre negócios diferentes, mercados diversos e cargos igualmente variados. Ninguém deve permitir isso, em nome do seu próprio crescimento.
Estar aberto ao mercado, participar de eventos ligados aos setores de seu interesse ou a outros que estejam em crescimento e gerem visibilidade são fatores determinantes nas nossas carreiras. Isso te “põe na pista”, te expõe e faz com que você seja visto.
Limitar-se é uma armadilha, então, ao menor sinal disso, corra e construa seu próprio nome, seja dono do seu caminho e posicione-se como um profissional interessante e aberto às várias possibilidades que o mercado oferece. Exercite sua capacidade de adaptação. O mercado é grande demais.
Sua marca própria só tem a ganhar.

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    Jessé Lopes

    Jessé Lopes

    Profissional com experiência nas áreas de atendimento ao Cliente, incluindo Call Center, Operações, SAC e Qualidade, além de vivência na gestão de times de Marketing e Comunicação. Experiente na liderança de Centrais de Atendimento, com conhecimento nos sistemas de monitoramento/qualidade, treinamento e desenvolvimento de equipes, desde o primeiro nível da operação, à Coordenação, incluindo Supervisores, Analistas e BackOffice. Focado no desenvolvimento de pessoas e gestão de times. Membro articulista e com artigos publicados no Portal dos Administradores desde 2013. Graduado em Comunicação Social, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e vivência no exterior para aprimoramento do idioma inglês.

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