O problema é o como (corrupção) e não o quê

Hoje recebi um vídeo, via Whatsapp, de uma menina criticando, agressivamente, os festejos de ano novo no Rio. Segundo ela o governo não tem dinheiro para a saúde mas gastou com fogos de artifício. Ela também comenta que o Estado e a prefeitura defenderam-se dizendo que o recurso é privado, mas questiona porque não usam o recurso privado na saúde.

Respondo a esta menina eu diria que “Talvez porque o privado não queira patrocinar a saúde”. Simples! Sequer conheço o governo do município e do Estado do Rio mas continuarei meus comentários. Não sou especialista em finanças públicas mas sei que o governo tem recursos por área, ou seja, o governo não tem uma conta com milhões e milhões e vai retirando da maneira que quiser. O governo tem recursos pré determinados para cada coisa, ou seja, para saúde, educação, transportes, etc. Dentro do recurso da saúde, existe destinação do dinheiro para construções, salários, capacitações, remédios, etc. Isto pode parecer burocrático, mas foi a maneira que nossa constituição e nossas leis encontraram para evitar desvios e tornar as coisas mais corretas. Se funcionou ou não é outra questão, mas é lei e deve ser seguido.

Em relação aos festejos de final de ano, com certeza é investido um valor alto, mas se não fosse assim haveria algum turista no Rio? E lembre-se, é este turista que movimenta o comércio, os hotéis, táxis, etc., e gera emprego e renda. Ou seja, o investimento nos festejos é multiplicado e de uma forma digna e benéfica para economia. As pessoas tendo renda podem até lhes permitir pagar pelos serviços de saúde.

Na época da copa do mundo também havia comentários semelhantes, de que o dinheiro investido em estádios deveria ser aplicado na saúde, educação, etc. Antes de prosseguir queiro deixar bem claro que sempre fui, sou e serei contra o governo petista, mas é preciso ser coerente ao analisar. A ocorrência da copa no Brasil poderia ter sido uma das grandes oportunidades da década, pois o evento poderia trazer turistas e investimentos externos, gerando muitos empregos, muita renda, tributos, e benefícios que ficariam depois da copa. O resultado foi prejuízo, corrupção e roubalheira, mas a culpa não é da copa, e sim da maneira como o governo conduziu as coisas e desperdiçou esta oportunidade.

Muita gente prefere que esse dinheiro seja revertido em bolsa qualquer coisa. Ou seja, é tão contraditório que as pessoas desejam o pão e circo mas por outro lado estão negando o que poderia ser o circo. Eu prefiro ter renda para, além de ter conforto e liberdade, pagar pelos serviços sem precisar do Estado, mas muitos preferem manter-se na linha da pobreza e exigir alguns serviços medíocres.

É preciso protestar e lutar contra estas situações, mas contra a maneira como as coisas são feitas, ou seja, contra a corrupção, e não contra o que é feito.

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