O potencial do uso de T.I. nas soluções do administrador
O potencial do uso de T.I. nas soluções do administrador

O potencial do uso de T.I. nas soluções do administrador

Quando nós administradores adquirimos a noção do potencial dos sistemas informatizados, podemos desenhar ferramentas inovadoras e soluções eficazes, possibilitando saltos evolutivos dos processos e da empresa. Logicamente, muitos obstáculos surgem no processo, especialmente o bom senso irritante dos menos otimistas. Mas isso o administrador de fé sempre tira de letra

Não é preciso saber informática para beneficiar-se das novas tecnologias com uso de computadores. Mas quando o profissional detém alguma noção do potencial dos sistemas informatizados, o resultado pode ser surpreendentemente positivo.

Para reforço da ideia, eu gostaria de contar uma história que aconteceu comigo.

Ainda jovem, fui selecionado como chefe de cobrança numa empresa concessionária de serviços telefônicos. Os selecionadores - meu gerente direto e um consultor externo contratado - deixaram claro que minha grande missão seria reduzir a inadimplência. Cheio de energia e assertividade, determinei como primeiro plano a antecipação do bloqueio dos telefones inadimplentes em 4 dias úteis, de forma a antecipar a arrecadação (reduzindo a possibilidade do dinheiro ir para outro credor). Em resultado, a quantidade média de telefones bloqueados subiu de 6500 para 8500 por mês. Meu gerente ficou muito satisfeito, especialmente quando recebeu menção honrosa de seu superior (o vice-presidente financeiro) pela memorável otimização do fluxo de caixa da empresa.

Mas, de resto, as coisas não andavam bem. Meus colaboradores estavam trabalhando mais e as filas para atendimento aos clientes que precisavam apresentar as contas pagas para religar o telefone já não cabiam dentro do saguão de atendimento. Eu já ouvia nos corredores funcionários de outras equipes criticando a loucura de se aumentar tanto a quantidade de clientes a serem atendidos. E meu superior, temendo alguma repercussão negativa pela nova política de cobrança, me cobrou uma solução, deixando claro que voltar à condição antiga não era opção.

De imediato, pensei em implantar a informação de pagamento das contas por telefone, mas eu sabia que essa solução abria as portas para fraudes. Eu precisava criar uma forma de cercar todos os furos possíveis e só consegui imaginar respostas com o uso da Tecnologia da Informação, especialmente porque eu cursava uma pós-graduação em T.I. na época.

Pedi, então, que meu gerente conseguisse um programador para me ajudar por alguns dias e, juntos, desenvolvemos 2 subsistemas. O primeiro iria comparar uma base de dados (a da informação de pagamento gravada por telefone) àquela recebida pelos bancos, considerando o prazo da compensação; esse sistema conseguiria detectar as fraudes, e bloquearíamos os desonestos para novos atendimentos por telefone. O outro passaria a processar o arquivo com informações bancária antes do tratamento da tesouraria, ou seja, 2 dias úteis antes das contas serem efetivamente baixadas no sistema, antecipando a detecção das fraudes e otimizando as rotinas de bloqueio/desbloqueio.

O desenvolvimento dos sistemas foi extremamente simples e rápido, pois, segundo o programador, se ele tivesse a visão que nós gestores temos do processo como um todo, poderia ter desenvolvido as ferramentas há muito tempo. Por outro lado, quando nós administradores adquirimos a noção do potencial dos sistemas informatizados, podemos desenhar ferramentas inovadoras e soluções eficazes, possibilitando saltos evolutivos dos processos e da empresa.

Logicamente, muitos obstáculos surgem no processo, especialmente o bom senso irritante dos menos otimistas. Mas isso o administrador de fé sempre tira de letra.

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