O POLÍTICO “AUTISTA”

. . . O autismo é um transtorno de desenvolvimento da criança e apresenta uma perturbação das interações sociais, de comunicação e de comportamento. É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder, apropriadamente, ao ambiente. O autismo tem características próprias, normalmente comuns a todas as crianças afetadas por esse transtorno, mas também apresenta diferenças bem acentuadas, dependendo do grau de aprofundamento dessas alterações cerebrais. Tem-se notado uma incidência muito grande desse transtorno também no meio político, afetando alguns prefeitos, governadores, presidentes da República, Deputados e Vereadores, apresentando as mesmas características do autismo. Vamos analisar algumas dessas características: 1. Não estabelecem contato com os olhos Os autistas têm dificuldades de fixar o olhar em algum lugar. Há políticos que também têm muita dificuldade de olhar nos olhos do eleitor. Aprontam tantas, mentem tanto e têm uma dívida tão grande com os eleitores que não têm coragem de encarar o eleitor. Aliás, preferem até dizer que não estão, que não podem receber, que estão muito ocupados, para evitar o constrangimento do cruzamento de olhares e a cobrança de tudo o que ele prometeu e não fez. É uma das características mais marcantes do autista político! Alguns falam do isolamento do poder, mas não é bem assim: Eles é que querem se isolar do povo e se encastelar no poder, com medo dos olhares fulminantes do povo, quando eles não estão cumprindo os seus compromissos de campanha. 2. Parecem surdos Os autistas parecem que não ouvem o que as pessoas falam ou perguntam. Há políticos que não ouvem o clamor das ruas. Não estão ligados nas reivindicações dos eleitores. Não estão nem aí para as questões que interessam aos eleitores e passam batido, como se não tivessem nada a ver com tudo o que está ao redor deles. Desempenham o seu mandato sem dar bola para o que o eleitor está pensando e votam ou governam de acordo com interesses, muitas vezes, escusos. Fazem-se de surdos, porque o que está sendo dito não interessa a eles ouvirem. Quando estão fora do poder, ouvem o povo para tudo, estão sempre sintonizados com a voz do povo, mas quando chegam ao poder, só ouvem os áulicos, aqueles que trazem boas notícias, mesmo que as notícias não sejam boas. 3. Agem como se não tomassem conhecimento do que acontece com os outros Os autistas têm o seu próprio mundo. Há políticos que também estão somente preocupados com eles mesmos, com os seus familiares e com os amigos mais chegados, esquecendo-se de que eles foram eleitos por uma massa de eleitores e que eles têm compromissos com essas pessoas. Para esses autistas políticos, o mundo deles é bem restrito e tudo gira em torno deles, sem nenhuma preocupação com a população que sufragou o seu nome no dia das eleições. São uma coisa na campanha política e outra coisa, totalmente diferente, depois que conquistam o mandato. Uns pedem para esquecer o que eles escreveram, outros para esquecerem o que eles falaram. São contra o que sempre foram a favor e estão a favor de tudo aquilo que sempre criticaram. 4. Atacam e ferem outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso Os autistas têm reações inesperadas. Os autistas políticos também têm reações inesperadas e na maioria das vezes grosseiras. Estão sempre na ofensiva. Falam mal de tudo e de todos desde que seja para alcançar os seus objetivos, às vezes inconfessáveis. Mentem com muita facilidade e sempre protegem os seus correligionários. O que eles querem é encontrar alguém para descarregar o seu ódio e jogar a culpa pela sua incompetência e pelos seus fracassos. Não têm autocontrole. São destemperados e falam, tendo razão ou não! Esquecem até que a campanha já acabou! Ainda estão no palanque e fazendo discurso de candidato, pensando que o povo é bobo! Tudo para eles é motivo para criticar alguém e fazem da crítica o seu único método de trabalho. Normalmente, quando agem assim, é porque não estão fazendo nada pelo povo ou realizando uma administração totalmente pífia e querem desviar a atenção do povo para outros focos, pensando que o povo dará importância apenas ao que eles falam. 5. É inacessível às tentativas de comunicação das outras pessoas Os autistas têm muitas dificuldades de se comunicarem com outras pessoas. Semelhantemente, como é difícil falar com alguns políticos depois das eleições! Tornam-se inacessíveis e inalcançáveis, isolando-se da comunidade. São figurinhas difíceis no dia a dia, só voltando a ter contato com os eleitores na eleição seguinte. Criam tantas dificuldades para o eleitor se aproximar deles que parece que eles nunca mais vão precisar de voto para se eleger. A gente até pensa que eles não estão no exercício do mandato ou que já estão prontos para abandonar a carreira política. Não freqüentam mais os locais que freqüentavam, se esquecem de alguns companheiros de campanha e simplesmente não falam com ninguém. Fecham-se em uma redoma de vidro e os assessores, despreparados, se encarregam de completar o desgaste. O povo tem memória, mesmo que alguns não acreditem e não raro encerram a carreira repentinamente, sem deixar saudades. O autismo político está se espalhando de uma forma avassaladora, deixando perplexos os eleitores que cada vez mais têm dificuldades de se relacionar com os políticos eleitos. Talvez eles mesmos nem percebam como o comportamento deles está sendo observado e vão levar um susto quando o resultado das urnas mandá-los de volta para casa ou para suas antigas atividades profissionais. Existe tratamento para esse transtorno político. Basta que os políticos revejam a sua carreira, reavaliem os seus métodos de trabalho e as suas relações com os eleitores e passem a reverter todas as características acima referidas. Afinal, isso não representa nenhuma dificuldade, já que eles foram eleitos para representar o povo ou governar pelo povo e para o povo e o que estão fazendo hoje é uma anomalia que não tem nada a ver com o discurso deles e com os compromissos que assumiram nas ruas. O Político autista é um político em extinção e o povo se incumbirá de pôr um fim a sua carreira política. . . .
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