O poder do não

Um dos maiores erros é achar que sempre falando "sim" seremos bem vistos. O não nos faz focar no que de fato é importante.

Você está atolado de trabalho e, de repente, o telefone toca. Minutos depois vem seu gerente e pede um relatório que tinha data prevista pra daqui uma semana. Você, como um bom profissional – e digamos que com traços de um recém-contratado -, começa abrir diversas tabelas do excel, e-mails e por aí vai. Quando acha que vai conseguir focar nas atividades, recebe aquele convite de reunião do seu gerente. Assim surgem as tarefas pendentes, e a maioria de nós já passou por esse tipo de situação.

Li um livro interessantíssimo de Christian Barbosa - considerado o guru do tempo -, nele as tarefas são divididas em três etapas: Importantes, urgentes e circunstanciais.

Importantes – São as coisas que trazem resultados e tem tempo para serem feitas. São atividades que podem esperar horas, dias, semanas etc. Você tem uma sensação positiva na execução do importante.

Urgentes – A esfera da urgência abrange todas as atividades na qual o tempo está curto ou acabou. São as atividades que chegam em cima da hora, que em alguns casos não podem ser previstas. Essas atividades geram pressão, estresse, correria.

Circunstanciais – cobre as tarefas desnecessárias, sem resultados. São os gastos de tempo de forma inútil, tarefas feitas por comodidade ou por serem ‘socialmente’ apropriadas.

Temos um hábito negativo de deixar as tarefas importantes – e que deveriam ser priorizadas – se tornarem urgentes. Nessa transição, aquilo que era um prazer torna-se uma obrigação chata e que provavelmente não vem agregada com resultados.

O fato é que nos dias atuais a administração do tempo é fundamental – pra não dizer indispensável. A solução pra isso se divide em etapas. Precisamos nos educar para priorizarmos o que realmente é importante, delegar tarefas e, principalmente, saber dizer não – essa é a base para uma boa gestão do tempo.

Como já dizia Steve Jobs: “O segredo está em dizer ‘não‘ para mil coisas, e assim não sair da trilha e se dispersar.”

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