O poder de uma resposta... mesmo negativa

A importância de um feedback

Conforme os últimos números sobre desemprego divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) (Jan. 2016), em São Paulo já são mais de 1 milhão e meio de pessoas sem emprego e tenho certeza que grande parte dessas pessoas está buscando ativamente sua recolocação, sou um deles!

Entendo que o momento na economia brasileira é de retração por N motivos, não quero discutir aqui sobre os mesmos, mas o impacto sobre o mercado de trabalho é grande e as empresas estão passando por momentos de incerteza quanto às novas contratações além de estarem enxugando as vagas existentes.

Inicia-se então a busca pelo arca perdida, um emprego!

O currículo é trabalhado, os desvios e necessidades são tratados. Talvez seja necessário realizar investimentos dentro das limitações dessa nova fase. Cursos, seminários, eventos, treinamentos, happy hour, etc. Creio que a pessoa que realmente quer voltar ao mercado de trabalho faz uma análise realista e profunda sobre o que deve mudar e corre atrás.

Um ponto fundamental é o networking que muitas vezes deixado de lado pela correria do trabalho, volta a ser o ponto chave na busca pela recolocação. A pessoa tem que deixar o orgulho de lado e expor o fato de forma sincera. Realiza-se um trabalho de atualização dos perfis nas redes sociais e busca-se o contato com velhos colegas de trabalho, conhecidos e ex-colegas de cursos.

Além disso, inicia-se o cadastro em uma série de sites de emprego, preenchimento de formulários de dados pessoais e profissionais em várias empresas que se deseja trabalhar, até envio de e-mails para pessoas que não conhecemos, mas que atuam no RH das empresas, na esperança de um retorno.

Enfim, a pessoa que quer realmente trabalhar, aplica-se de tal forma que passa as mesmas horas de quem está empregado, realizando tudo o que pode para conseguir um novo emprego.

É nesse momento que um fator que tem grande influência no psicológico entre em cena, o feedback. E nesse caso, não é o feedback que a pessoa passa e sim o que recebe... ou não.

Existem alguns feedbacks que merecem muita atenção. Um é o que a família passa. Sim, sua família lhe conhece muito bem, as vezes melhor do que você mesmo e é importante ouvir o que lhe têm a dizer sobre seu comportamento, estilo, fraquezas e pontos fortes. Os pontos fortes e fracos não técnicos mas comportamentais.

Outro feedback importante que deve ser considerado é o que seus ex-colegas ou líderes podem lhe passar, mas aqui é importante um filtro sobre a quem pedir este retorno, as vezes, tem que ser daqueles que participaram efetivamente de operações ou projetos com você e não aquele "amigo" que apenas almoçava com você. Não importa se é positivo ou negativo, o importante é coletar essas impressões.

Caso tenha possibilidade, procure por um coacher, ele lhe ajudará nesse sentido. Um self-coach também é válido, mas deve ser feito com muita honestidade.

Por fim, os feedbacks recebidos nos processos seletivos também têm valor. O motivo pelo qual foi o escolhido ou pelo qual não foi. Essas informações são úteis, tanto para correção em caso de negativa quanto aperfeiçoamento ou reforço no caso da predileção.

Aqui fica um ponto importante para os responsáveis por seleção nas empresas contratantes: Mesmo que o candidato não tenha sido aprovado em um processo seletivo, é importantíssimo passar este retorno. O não retorno é desgastante, pois o candidato pode até imaginar que não foi o escolhido, mas como não teve esta confirmação, se sente preso na sua busca pela recolocação.

Quando recebe a resposta negativa, sente-se frustrado pela não escolha, é obvio, mas ao mesmo tempo livre para seguir seu plano de recolocação. Pense nisso, uma resposta, mesmo negativa, tem muito poder.

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