O pior emprego do mundo

Em pleno século XXI ainda existem pessoas que são submetidas a condições inóspitas de trabalho. E elas não vivem e trabalham em lugares remotos cercados por matas ou em regiões de baixíssimas condições socioeconômicas. Elas vivem e trabalham muito mais perto do que imaginamos

Em pleno século XXI ainda existem pessoas que são submetidas a condições inóspitas de trabalho. E elas não vivem e trabalham em lugares remotos cercados por matas ou em regiões de baixíssimas condições socioeconômicas. Elas vivem e trabalham muito mais perto do que imaginamos.

O pior emprego do mundo não é aquele com baixos rendimentos financeiros, pouco reconhecimento, altos índices de estresse e uma jornada de trabalho exaustiva. As mães estão ai para provar que trabalhar cerca de 120 horas semanais sem direito a férias remuneradas, 13º salário, abono salarial, adicional noturno, seguro desemprego, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, dentre outros direitos trabalhistas não necessariamente seria uma grande insatisfação. É óbvio que não estamos levando em consideração os diversos trabalhadores submetidos à repulsiva prática do trabalho escravo. Este artigo não tem a mínima pretensão de se quer referir algum viés de positividade a esta prática, pois a mesma é um crime, não só contra o trabalhador, mas também contra a sua humanidade.

O pior emprego do mundo também não é aquele em que existem mais adversários do que colegas, ou ainda onde o ambiente é completamente hostil em relação à concorrência interna e a qualquer momento pode-se levar um tombo com alguém “puxando o seu tapete”. Pessoas buscando dar-se bem à custa dos outros nós encontramos nos mais diversos lugares. E até certo ponto uma concorrência interna é benéfica para a busca do crescimento profissional e pessoal, isso se for bem dosado com muitas “gotas” de paciência, profissionalismo e ética. Um ambiente em constante competição leva sempre os mais aptos a sobreviverem e aos inaptos a incessante busca pela aptidão, ou ao resultado da seleção natural.

O pior emprego do mundo é aquele em que todo o fruto do labor é como um alicerce de areia, onde não há como suster-se; como um correr atrás do vento, em vão; como uma fonte sem água, inútil. O pior emprego do mundo é aquele onde a razão de ser do trabalho tornou-se autofagia erosiva, onde não há certeza de um futuro melhor. Não porque o horizonte é incerto ou as mudanças são cada vez mais repentinas, mas, porque a responsabilidade de guiar e conduzir a organização foram deixados ao léu. Quando não há direcionamento todo o trabalho se torna infrutífero, redundante, ineficaz e sem propósito, torna-se o pior trabalho do mundo.

Acredite! O simples fato de saber qual é o alvo e o quanto o seu trabalho contribui para o alcance dele, se torna fator preponderante para a sua satisfação quanto ao que esta sendo feito. Isso é humano e natural, afinal, sem o entendimento de qual a razão e o sentido nunca se saberá, se o passo a ser dado é na direção correta. Já se foi o tempo em que práticas mecanicistas de gestão de pessoas ditavam a relação entre homem e trabalho. As pessoas querem mais do que um contracheque, elas querem fazer parte, ser parte integrante e atuante no todo. Querem contribuir e saber o quanto essa contribuição é importante para o conjunto.

Quando a gestão é deixada à deriva cada ação da organização ou dentro dela gera um processo de conflito entre as partes envolvidas, primeiramente porque não existe um objetivo em comum e depois, porque cada parte envolvida tem a sua forma peculiar de conduzir àquela ação, é neste ponto em que a razão de ser do trabalho converge em um processo de retrabalho e atritos altamente nocivos ao processo. Daí então, cada processo é como uma batalha onde nunca há vitória em nenhum dos lados, pois, o sentimento é sempre o de que não vale à pena.

Mas, se em algum momento da sua carreira você já sentiu isso sabe bem que não existe apenas este lugar para expor o seu talento ou para mostrar tudo o que aprendeu ao longo da sua trajetória profissional. Você mais do que ninguém deve saber que existem outros horizontes e outras realidades sendo vividas em outras organizações. O conselho é que: se sente isso, não pare de buscar aprender, não deixe de buscar o conhecimento, um dia você vai ver que o pior trabalho do mundo pode ajudar a você a ser o melhor profissional que o mundo já viu. Nunca pare de sonhar! Continue acreditando no seu potencial e no quanto que você pode aprender com as situações adversas que a vida nos propõe. Busque ser feliz isso vem de dentro e nunca esteve ligado a fator externo nenhum. É uma decisão!

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