O paradoxo do "saber" nas limitações do "ser"

Necessitamos de ânimo, boa vontade e esmerado uso da inteligência, na busca do máximo conhecimento acerca de nós mesmos e do "resto da natureza e do mundo"

Necessitamos de ânimo, boa vontade e esmerado uso da inteligência, na busca do máximo conhecimento acerca de nós mesmos e do "resto da natureza e do mundo", para – ENFIM – compreendermos:

(a) que aprendemos apenas o mínimo de tudo que há;
(b) que, por isso, o "saber" não passa de fugaz presunção.

Mesmo a despeito de tais limitações, o embevecimento é inevitável mas compreensível e tolerável, porque viver esse “exercício contínuo” – vida é continuidade! – é imprescindível e impreterível para fugirmos dos oceanos de ignorância, dos latifúndios de fundamentalismo e das galáxias de prepotência, que se instalam na ausência de renovo (morte), nas mentes opacas e bocas de disparos automatizados para falar muito, gritar e dizer nada.

Se esse monumental mergulho do “ser” na colossal realidade do “saber” – para concluir que este (o saber) é apenas uma possibilidade infinitesimal – não for suficiente para "condená-lo" à quietude sã da humildade, diante do Excelso e Inefável Criador, nada mais o será.

É o que aprendo de:
"He who knows most, knows best how little he knows" (Thomas Jefferson).

Tradução livre:
"Aquele que sabe MAIS, é o que sabe MELHOR o quão POUCO sabe".
ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento