O papel dos jovens nas empresas: sobra talento, mas ainda falta inteligência emocional

Não é segredo que está sobrando talento. Mas, na mesma proporção, não é incomum que esses mesmos jovens não tenham amadurecimento e inteligência emocional para lidar com a necessidade de tomadas de decisões importantes, cumprimento de metas e até mesmo para gerenciar relacionamentos dentro do ambiente profissional. Apesar do cenário de crise, o investimento nos jovens deve ser acelerado, sobretudo nos quesitos autoconhecimento e inteligência emocional, para que se possa atingir os resultados esperados, tanto para as empresa quando para este jovens talentos

O fenômeno vem sendo percebido claramente e a passos largos no mercado de trabalho: um movimento natural de investimento nos jovens trainees e executivos recém-formados e/ou em conclusão em cursos de especialização. Esses novos profissionais têm na combinação de conhecimento teórico e motivação uma boa parte do seu diferencial, mas as empresas ainda esperam, e precisam, mais das novas gerações, especialmente no que tange ao equilíbrio entre talento e inteligência emocional, requisito fundamental frente aos desafios constantes, metas complexas, necessidade de tomada de decisões e até mesmo liderança. A solução para este novo cenário é a aceleração do amadurecimento emocional dos jovens executivos por meio de programas de treinamento especializados neste público.

Enquanto os executivos mais experientes têm encontrado dificuldades para avançar ao topo, milhares de jovens ingressam no mercado de trabalho todos os anos. Segundo dados do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), do Rio de Janeiro, mais de 2.000 oportunidades de estágio foram abertas no Estado no terceiro trimestre de 2015, frente a uma taxa de desemprego que chegou a 6,9% no país, em julho, e que representa uma alta de mais de 40% em comparação ao mesmo período de 2014. Além das vagas de estágios, vale lembrar que inúmeras empresas também abrem programas para trainees todos os anos.

A contratação do jovem não deve ser vista apenas como redução de custos (salários menores), mas como investimento em potencial de qualidade. Os jovens são realmente vantajosos em muitos aspectos, mas precisam de orientação profissional para se desenvolverem emocionalmente. Por isso, a tendência de investimento nos jovens dentro das empresas é evidente. Em uma pesquisa realizada em 2013 com os colaboradores das companhias inscritas no guia “As Melhores Empresas para Você Trabalhar”, 76% dos entrevistados tinham entre 18 e 39 anos.

Também é preciso ter atenção tanto na contratação quanto no desenvolvimento destes jovens talentos. É comum os jovens trazerem naturalmente inúmeras qualidades que toda empresa valoriza, como bons conhecimentos acadêmicos, criatividade, menor aversão ao risco e maior inclinação para inovação, por exemplo. No entanto, pela idade, ainda não estão completamente amadurecidos e isso pode gerar problemas. Nestes casos, o amadurecimento pode ser acelerado com investimentos em programas de treinamentos voltados para a regulação emocional e o autoconhecimento. Uma vez que estes jovens passam a se conhecer melhor e conseguem definir com clareza os seus objetivos de carreira, ocorre um alinhamento natural com os objetivos das empresas para as quais trabalham, e é claro que isso traz benefícios para as duas partes.

O investimento das empresas nos jovens executivos é uma tendência que parece não ter volta e destaca que em tempos de crise se torna ainda mais necessário. Se antes era razoável esperar pelo desenvolvimento natural dos jovens executivos, hoje ter uma equipe equilibrada e amadurecida o quanto antes virou um diferencial competitivo ainda mais valioso para as organizações voltadas para resultados.

Existe uma metodologia de treinamento própria, baseada em estudos da neurociência e que ajudam as empresas a empoderarem seus jovens talentos de autoconhecimento e responsabilidade para gerar os resultados desejados no curto prazo.

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