O papel do gestor deve ir além do Programa Jovem Aprendiz

No mundo contemporâneo, as empresas, em sua maioria, expõem dificuldades em encontrar jovens qualificados e, principalmente, retê-los devido à pouca adaptabilidade aos ambientes corporativos. A vontade de mudar o mundo, crescer e atingir objetivos e, principalmente, o imediatismo são questões que rodeiam os jovens profissionais. Cabe então ao gestor destes novos talentos saber lidar com as mais diversas situações e comportamentos

No mundo contemporâneo, as empresas, em sua maioria, expõem dificuldades em encontrar jovens qualificados e, principalmente, retê-los devido à pouca adaptabilidade aos ambientes corporativos. A vontade de mudar o mundo, crescer e atingir objetivos e, principalmente, o imediatismo são questões que rodeiam os jovens profissionais. Cabe então ao gestor destes novos talentos saber lidar com as mais diversas situações e comportamentos.

A chamada geração Z, que envolve a faixa etária entre 14 e 24 anos, é conhecida como uma juventude que conhece a Internet desde a infância e estão sempre conectados às redes sociais. Administrar a dispersão é um dos grandes desafios dos gestores, que deve orientá-los a dosar o uso da Internet e controlar a ansiedade.

Fazem parte desta geração os Jovens Aprendizes, que, na maioria das vezes, têm no programa a primeira oportunidade de inserção no mercado de trabalho e precisam constantemente de orientação para se adaptar e realizar as atividades propostas. Neste contexto é que está um dos papéis primordiais do gestor: a missão de promover a integração do jovem no ambiente de trabalho, assim como apresentar a estrutura e o funcionamento da unidade organizacional e, principalmente, ser um facilitador na aquisição de informações e conhecimento sobre a área em que o Aprendiz irá atuar.

Os jovens de hoje prezam pela liberdade, são motivados pelos desafios e esperam ser tratados como colegas pelo líder. Eles ainda resistem ao fato de terem que dar satisfação aos gestores e não se importam com hierarquia, ou seja, um líder que inspira e segue junto com a equipe tem mais chances de obter resultados satisfatórios em curto prazo. O tutor que sabe lidar com as diferentes gerações consegue administrar melhor a equipe.

Tornar-se uma referência ou mentor do jovem é simples para um gestor que o incentiva a estudar e realizar atividades que completem o aprendizado. As atividades extracurriculares são essenciais para o desenvolvimento do Jovem Aprendiz no mundo corporativo e podem ser aplicadas pelo gestor como um complemento das tarefas diárias. Ele pode indicar filmes, livros, palestras e cursos que possam trazer ao jovem novas habilidades durante o processo de Aprendizagem. Por exemplo, o jovem que faz aulas de teatro tem a possibilidade de se relacionar melhor e perder a timidez. E assim por diante, a participação em uma palestra pode ajudar na hora de realizar melhor uma atividade ou propor novas soluções para um projeto realizado pela equipe.

É importante que o tutor do Jovem Aprendiz faça uma autoavaliação de sua gestão, com o objetivo de identificar pontos de melhoria, pensando sempre no fortalecimento de vínculos. Para o jovem é sempre bom saber que tem com quem contar durante o processo de desenvolvimento. Por isso, ao solicitar uma atividade ao Jovem Aprendiz é importante que o gestor acompanhe o status e saber quando a tarefa será concluída. Com este cuidado, o jovem sente-se mais seguro e aprende a lidar melhor com os erros e frustrações.

Uma das formas de posicionamento do gestor é o feedback constante: uma boa conversa é fundamental para o desenvolvimento do Jovem Aprendiz no programa ou em qualquer empresa. Nele o tutor pode apontar melhorias, propor soluções e elogiar atividades e ações promovidas pelo jovem. Esta é uma forma de aproximar o jovem de seu gestor, pois ele começa a perceber que o gestor se importa com o seu trabalho, como a empresa o enxerga e além disso pode ter mais espaço para falar sobre os seus anseios e dúvidas.

Dar abertura para opiniões é uma das ações que mais motivam os jovens, pois eles conseguem expressar suas qualidades, pontos de vista e, desta forma cria-se um clima colaborativo. A gestão pode utilizar o “reverse mentoring”, que é a troca de experiências e informações que ajudam na construção do relacionamento entre as mais diversas gerações, ou seja, toda ideia é válida dentro da construção dos projetos e da equipe. Esta troca pode ajudar o gestor a verificar as possibilidades de efetivação e a pensar em plano de carreira para o Jovem Aprendiz dentro da organização.

Como muitos Jovens Aprendizes ainda não têm muita experiência exigem uma atenção maior do gestor, ou seja, o acompanhamento contínuo. É necessário resaltar constantemente para o jovem que todo comportamento, atitude ou escolha traz consigo as consequências que deverão ser assumidas e, inclusive, avaliadas para servirem de vivência e conhecimento para a carreira dentro ou fora do Programa Jovem Aprendiz. O direcionamento que o gestor dá é primordial para que o jovem sinta-se seguro na hora de escolher a profissão que pretende seguir. Muitas vezes, ele escolhe algo que tenha a ver com o que aprendeu e isso é um dos objetivos do programa: possibilitar ao jovem o conhecimento e identificação de profissões por meio do contato com o mercado de trabalho..

As instituições certificadoras também são o elo entre o jovem a empresas, elas podem contribuir, e muito, para o relacionamento entre os dois. O Espro - Ensino Social Profissionalizante conta com uma área de acompanhamento e orientação profissional que apresenta aos tutores quais são os pontos fortes de cada um de seus Jovens Aprendizes, no caso de ter mais de um sob a sua tutela, além de registrar os pontos a ser melhorados e também pontos fortes a serem explorados durante a atividade prática.

O acompanhamento do desenvolvimento, desempenho e comportamento são de extrema relevância, pois uma das características que devem ser trabalhadas durante a realização do Programa Jovem Aprendiz é alinhar as características do jovem ao mercado de trabalho. Parte do papel do gestor é fomentar seu comprometimento, inspirá-lo ao protagonismo, ao planejamento, enfim, ajudá-lo a enxergar suas potencialidades e o futuro promissor que a carreira pode lhe oferecer.

O Espro, que tem a missão de educar e transformar o jovem para o mundo do trabalho ouve as ambições e desejos de mais 20 mil jovens que passam pela instituição anualmente e mais de três mil gestores de organizações parceiras por meio de pesquisas anuais. Neste contexto foi identificado que, para auxiliar essa nova geração de jovens no mundo do trabalho, seria necessário não apenas trabalhar com conteúdos específicos para a qualificação dos mesmos, mas também competências fundamentais e comportamentais que são necessárias no universo corporativo. É desta forma que a instituição trabalha em conjunto com as organizações. O conteúdo do material didático é alinhado às atividades práticas, ou seja, os gestores das empresas e os instrutores do Espro falam a mesma língua para o jovem. O instrutor é, portanto um tutor, em sala de treinamento que complementa a aprendizagem na empresa.

O gestor não pode deixar de considerar seu papel fundamental no desenvolvimento dos jovens Aprendizes. Eles são profissionais em formação que precisam de orientação e apoio. É um grande desafio na responsabilidade de desenvolvimento de equipes que lhe compete. A oportunidade de trabalhar com Aprendizes amplifica este exercício que, além de treinar todas as competências requeridas no mundo corporativo, traz ainda o aprendizado de lidar com o choque de gerações tão presente hoje em dia. Uma maneira de potencializar talentos de diferentes repertórios num propósito comum: atingir os objetivos e metas das corporações seja de qual porte for.

Box:

7 missões do gestor do Aprendiz

-Acompanhar atividades e ações;

-Promover a integração do jovem no ambiente de trabalho;

-Feedback constante;

-Dar abertura para opiniões;

-Fortalecer vínculos;

-Incentivar a realização de atividades extracurriculares;

-Administrar a dispersão e conflito de gerações.

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