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O outro lado da comunicação por e-mail

O outro lado da comunicação por e-mail Não resta dúvida que o e-mail indesejado (SPAN) é uma das maiores pragas que assola o mundo digital (a outra e principal são os vírus). Diz o folclore da rede que a primeira mensagem de spam foi enviada no dia 3 de maio de 1978 por um certo Gary Thuerk. Então funcionário da área de marketing da Digital Equipment, o americano Thuerk queria promover o lançamento de uma nova linha de computadores. Foi quando ele teve a idéia. Em vez de mandar uma mesma mensagem a cada pessoa, por que não enviá-la uma única vez a todos? Nestes 26 anos, a idéia básica dos spammers não mudou nada. O modelo econômico do spammer é perverso. O custo de um e-mail é próximo de zero -- para quem envia, é claro. "Temos três computadores aqui. Neste fim de semana, enviamos 100 000 mensagens de cada um deles, sempre a partir das 14 horas do sábado, quando a conexão de internet consome apenas um pulso." Foi assim que Alexandre, da Divulgaweb, (transcrito da revista Exame) como conseguiu a façanha de enviar 300 000 spams a um custo de -- acredite -- 10 centavos. Sob esse aspecto cabe a discussão sobre essa mídia do futuro pois sabemos que os custos de comunicação estão elevadíssimos e com retorno incerto e não sabido. A revista Veja recentemente comentando sobre o Jornal Nacional, informa que um anúncio de 30 segundos nesse horário custa 380 mil reais (sem custos de produção), com o detalhe de ser um público pulverizado (denomina-se no marketing atirar para todos os lados). Uma mala direta incluindo custos de produção, mailing e postagem fica próximo de R$ 1,00 por unidade. Um anúncio de rádio numa emissora de boa audiência custa R$ 50,00 por inserção. A comparação do WebMail com outras mídias torna-o imbatível quanto a custos e eficácia. Divulgar a venda de uma câmera digital seria melhor opção pela TV ou enviar um WebMail direto para o público já familizarizado com esse equipamento e com perfil para consumo imediato? Não discuto a invasão e incomodo que o SPAN ocasiona, discordo sim em não trata-lo de forma planejada e organizada. Minha sugestão é que as empresas montem suas bases de dados e criem o Marketing de Permissão. Exemplo de estratégia bem simplista: . Ainda habitual o pagamento com cheques nos restaurantes, postos de combustíveis, supermercados. No momento de preenchimento das informações cadastrais, qual o impedimento de abordar o cliente e perguntar: Sr. Dino, posso anotar seu e-mail para informa-lo das nossas promoções e eventos? . Passo seguinte seria digitar essas informações num sistema (existem várias opções inclusive freeware) e gerar listas de acordo com o perfil de compra dos clientes. . Em seguida criar um banner com a comunicação dirigida às pessoas que permitiram receber um convite. . A mensagem pode (e deve) ser personalizada informando: Sr. Dino, estaremos nessa semana em promoção de vinhos chilenos. Na condição de cliente especial, durante seu jantar (tem que comprar para ser beneficiado), terá 50% de desconto no tinto..... Isso é SPAN? Qual o custo/benefício de uma ação dessa natureza? Uma campanha como acima seria melhor na TV, rádio ou jornal, de forma pulverizada ou direta como descrita? Agora imaginem utilizando essa forma para enviar um cartão pelo aniversário, agradecer por uma compra realizada, comunicar lançamentos, estimular inativos, etc, etc. Não se trata de bombardear o cliente com informações diárias e contínuas. A proposta é usar a tecnologia de forma inteligente, planejada, direcionada, para melhor administrar nossos negócios e obter resultados positivos. O Webmail pode significar sair da mesmice, utilizando de criatividade e alcançando o público que nos interessa de forma objetiva, afinal e-mail geralmente é aberto pela própria pessoa que nos interessa relacionar. E as perspectivas de crescimento são ótimas, pois e-mail será igual a impressão digital, todo mundo terá um (ouvi essa frase e não consegui identificar o autor). Use mas não abuse. Ivagner Ferreira Professor de MBA e Pós-Graduação Consultor de Empresas www.criativamarketing.com.br
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