O “novo” líder
O “novo” líder

O “novo” líder

A grande necessidade está no “novo” profissional

O título não se refere a técnicas propriamente ditas, mas à postura do líder frente às novas necessidades.

E quais são as novas necessidades?

Podemos iniciar comentando o desenvolvimento da tecnologia da comunicação que apresenta enorme contribuição que se configura como mudanças e desafios para o acompanhamento dessas novidades que teimam em tornar obsoleto o que sabíamos ontem.

Mas a grande necessidade está no “novo” profissional.

Vou começar com uma experiência pessoal que quero compartilhar: iniciei na carreira acadêmica em 1980 (aproximadamente).

Nessa época, as grandes universidades tinham 10, 12 mil alunos, aproximadamente.

Hoje as grandes universidades mantêm 150, 200 mil alunos, aproximadamente.

Sim, houve um “boom” nesse segmento. Uma corrida ao nível universitário, de forma geral.

Esse é um ponto altamente significativo. Não está em questão se o nível caiu, o que importa é que aumentou significativamente a participação dos nossos jovens nos cursos universitários, mostrando que tiveram acesso a mais informação, troca de experiências, e aumento das expectativas.

Sim, esse é o ponto: “aumento de expectativas”. Outra razão para esse fato foi o aumento de exigências por parte das empresas em geral. Hoje em dia considera-se que o curso superior já é esperado. Pergunta-se: “Você tem MBA?".

Em suma, novas exigências, novos desenvolvimentos, novos profissionais.

Novos profissionais significam nova abordagem da liderança.

Faço uma afirmação que, normalmente, não consegue ser contestada. A afirmação é: “existe uma quantidade significativa de profissionais que detém mais conhecimento específico do que seus chefes”. Discorda? Pois é!

Dependemos, hoje, de nossas equipes, mais do que em qualquer outra época. Até porque o conhecimento tem se tornado vítima da obsolescência constante. Reinventar-se e confiar na equipe são os novos mantras.

Mais um exemplo: “Tenho, na nossa equipe, um profissional especial, ele agrega um valor fantástico aos nossos resultados”. Imagino que você tenha pessoas assim na sua equipe também.

"Tem um pequeno problema, que não sei se interessa muito para vocês, mas esse mesmo profissional nunca chega na hora!" (lembrou-se de alguém?).

Então, o que faço com ele?

Faço essa pergunta há mais de 8 anos para todos os públicos (gerentes, diretores, presidentes, empresários) e as respostas geralmente são: “horário flexível”, “conversa com ele”, “ele não traz resultado?”, e outras. Nunca alguém me disse: "Manda embora!". Há tempos, essa seria a resposta mais esperada, mas hoje...

Pois é, a gestão mudou! Fundamentalmente pela mudança, inevitável e natural, no perfil dos profissionais e na melhor definição de “agregação de valor”. E se levarmos em conta as novas gerações com suas expectativas de urgência? Sem dúvida, muitas mudanças.

Estas questões trazem repercussões significativas no exercício da gestão em qualquer ordem.

Hoje a liderança ficou muito mais complexa. É necessário ser “flexível”, “negociador” e aproveitar, ao máximo, o potencial de nossas equipes.

Vários profissionais promovidos recentemente para a posição de liderança se queixam: “Logo na minha vez, não posso mais mandar?". É, é mais ou menos isso mesmo!

Por isso, nossas preocupações com a formação ou reciclagem dos nossos quadros de gestores tornam-se estratégicas para o resultado. Afinal, só se consegue resultados por meio das pessoas. E todo líder tem que ter consciência da necessidade de desenvolvimento de suas equipes. Afinal, por que temos que desenvolver equipes?

Porque gosto deles...Porque faz parte das minhas funções... Por que sou uma pessoa boa... Não, por nenhuma dessas razões.

Temos que desenvolver as nossas equipes por “egoísmo”! Sim, temos que ter a melhor equipe. Afinal, não quero “carregar o piano”.

Sim, precisamos melhorar sistematicamente. Caso contrário....teremos problemas.

Publicado originalmente no site Bernardo Leite

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