O negócio do século XXI

Se no último século as maiores empresas e impérios foram construídos com base nos combustíveis fosseis (petróleo, energia e suas matérias primas), este será o século da revolução verde, da revolução energética, das tecnologias energéticas, da energia limpa, da energia renovável

Se no último século as maiores empresas e impérios foram construídos com base nos combustíveis fosseis (petróleo, energia e suas matérias primas), este será o século da revolução verde, da revolução energética, das tecnologias energéticas, da energia limpa, da energia renovável.

E não é mais papo apenas de pessoas preocupadas com o meio ambiente (mesmo não entendendo como um ser humano pode não se preocupar com sua própria sobrevivência), com a natureza, dos certinhos, do partido verde ou do marketing institucional como durante muito tempo veio sendo. É papo dos maiores negócios do próprio capitalismo, ou melhor, da própria sobrevivência do capitalismo, da próxima grande indústria mundial, do próximo país referência e modelo mundial, do próximo Steve Jobs (Elon Musk?)…

Na última semana o grupo dos países mais ricos do mundo (G7), discutiram sobre o banimento do uso de petróleo, gás natural e carvão até o fim deste século – com reduções de 40% a 70% até 2050.

Mesmo que na prática isso pode ficar apenas no discurso, é um claro posicionamento e intenção de buscar alternativas o quanto antes.

E os países, empresas e empreendedores que estiverem na frente, terão em mãos um mercado com números surpreendentes:

– Você sabia que mais de 1.5 bilhão de pessoas no planeta ainda não possuem acesso a energia elétrica?
– Na Africa, excluindo-se a Africa do Sul, 75% das residências não tem acesso a rede elétrica (550 milhões de pessoas).
– No sul da Asia, em lugares como India, Paquistão e Bangladesh, 700 milhões de pessoas, não tem energia elétrica.
– Até 2050 devemos ter 9 bilhões de pessoas no planeta.
– Não ter energia nos dias de hoje, significa além do básico, não ter acesso a computadores, telefones, celulares, internet, ferramentas hoje indispensáveis para o comércio, educação, inovação e etc.
– As populações da China e India que estão em grande desenvolvimento, saindo da pobreza e aumentando cada vez mais sua classe média, estão começando a consumir como nunca se viu, seguindo o exemplo do padrão americano das últimas décadas.

Tudo nos dias de hoje depende da energia e é obvio que nesse cenário não tem mais espaço para continuar com as energias que foram utilizadas até hoje. Quando todas ou grande parte dessas pessoas tiverem acesso a energia elétrica e quiserem (com todo direito) ter um estilo de vida igual a nós do ocidente e principalmente como os americanos tiveram nas últimas décadas… Não haverá recursos necessários para isso.

O sistema de energia elétrica e petróleo, dois dos principais combustíveis em uma sociedade desenvolvida nos dias de hoje, vem sendo usado da mesma forma desde a revolução industrial.

Pensava eu que a educação era um problema que desde o século passado não passava por grandes transformações. Mas a energia elétrica que consumimos é praticamente da mesma forma que do começo do século passado. O petróleo então nem se fala, se sustenta por política e interesses econômicos da mesma forma há muito tempo. Quando você pensa que o próprio EUA, um dos maiores consumidores de petróleo são capazes de financiar os mesmos países que depois financiam o terrorismo e destroem seu próprio país, alguma coisa errada não está certa.

A energia elétrica, que até hoje você não sabe quanto gasta por mês em cada aparelho, em cada período do dia… Coisa que, por exemplo, a muito mais nova indústria de telecomunicação (telefone) já implantou há muito tempo. Imagine quanto você poderia economizar se pudesse acompanhar em tempo real o consumo de cada aparelho, programa-lo para ligar nos horários com menores picos e menores custos, onde automaticamente o sistema escolhesse a melhor e mais barata fonte de energia limpa que poderia ser utilizada naquele momento e por ai vai… é a tecnologia unida a energia, o que em mais de um século teve pouquíssimo avanço está com seus dias contados. Ou as tradicionais e conservadoras empresas que nos abastecem começam a inovar ou empresas de tecnologia e novos empreendedores tomarão também esse bilionário mercado.

Não adianta mais apenas o discurso de economizar no chuveiro ou nas lâmpadas de casa, é claro que isso é importante, mas não é mais suficiente. Não são pequenos gestos que cada um pode fazer para ajudar o planeta como ouvimos até então. Não há mais tempo pra pequenos passos. Estamos no processo de revolução, revolução pelo próprio nome já indica grandes passos, grandes mudanças, mudanças de hábitos. A substituição das fontes de energia suja, por energia limpa, seja lá qual for.

Some a isso a economia da “internet das coisas”, onde a casa do “futuro”, plugada na web, irá comprar e vender energia que você consome e produz, adequando com a demanda do mercado… Tem muita gente grande que não vai gostar disso, pois é…

Um exemplo de empreendedor referência mundial enxergando, tomando a frente e lutando contra tradicionais monopólios é Elon Musk, com suas empresas de carros elétricos, energia solar, baterias para casa e se tudo isso der errado ainda tem sua empresa que está explorando outro planeta. Futurista? Nem tanto, uma realidade cada vez mais clara se mudanças e inovações não forem feitas nesse tradicional mercado…

Procura-se projetos para salvar o planeta. Tem algum projeto ou ideia maluca nessa área? Me procure…

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