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O MITO DA CAVERNA E A GESTÃO EMPRESARIAL

O texto "O Mito da Caverna e a Gestão Empresarial", faz uma análise critica e criativa do significado do "Mito da Caverna" (Convite a Filosofia cap.3, p.40-41), relacionando todos as seus elementos com a realidade. Imaginemos uma empresa, que ao passar por varias sucessões, não consegue retomar sua atividade no mercado, por causa de anos de ingerência e uma visão ultrapassada de Gestão Empresarial. Este é um problema constante em empresa familiares, devido entre outros fatores, a falta de qualificação dos seus gestores, que "ganham" o poder dentro da empresa devido o berço ao qual pertencem. Seus funcionários sentiam-se prisioneiros de um sistema extremamente rígido, antiquado e inadequado, o que não permitia uma visão ampla dos acontecimentos externos, influenciando a sua empresa,acarretando problemas que vão se tornando irreversíveis a medida que o tempo vai passando e nenhuma atitude é tomada, levando a empresa ao processo de falência. Diante desta situação, um de seus gestores resolve libertar-se dessa visão ultrapassada, que só enxerga na obscuridade, sombras da modernização, da criatividade, do crescimento, devido uma luz exterior, a nova visão do empreendedorismo. No inicio de sua liberdade, ainda sem saber o que fazer e nem por onde começar a agir, sente-se desnorteado, ao descobrir e ver como é o mundo que o cerca. As descobertas, as inovações, as novas necessidades do mercado e as maneiras de satisfazê-lo, etc.,surgem a ele, como uma bomba explodindo conhecimentos, que o faz começar a pensar de uma forma diferenciada, mas próxima da verdadeira realidade, sentindo o começo de um progresso e ao mesmo tempo fica desapontado por não ter acompanhado esta evolução mais cedo. Libertado e conhecendo do mundo moderno e a realidade esmagadora da concorrência, onde sobrevivem os melhores e para ser o melhor é necessário estar por dentro das inovações e acompanhando as evoluções, retorna a sua empresa, devido ainda prevalecer a visão ultrapassada de seus gestores,longe das inovações tecnológicas, novas necessidades da demanda, etc, logo começa a passar seus novos pensamentos, a nova maneira de empreendedorismo, que ele adquiriu ao se libertar, tentando assim liberta-los também. O que lhes aconteceu? Zombaram do pensamento dele, não acreditaram em suas palavras, caçoaram dos conhecimentos que ele adquiriu e até tentaram maltrata-lo por insistir em afirmar o que viu e aprendeu, e aconselha-los a seguir o mesmo pensamento, pois se ofenderam quando foram contrariados e superados pelo conhecimento avançado do liberto, e continuaram, com os olhos fechados para a nova realidade. Dizem que "o pior cego é aquele que não quer enxergar"pois este ainda pode conseguir pelo menos escutar os que estão enxergando, mas na verdade, "o pior cego é aquele que não quer enxergar e nem ouvir quem está enxergando pra ele", este nunca ira chegar a verdadeira realidade que o circunda. A realidade é acessível a todos que tiverem coragem de sair da "caverna". A caverna é uma empresa em processo de falência cujo corpo administrativo tem uma visão ultrapassada de Gestão Empresarial. É através dessa visão que filtram a realidade enxergando apenas as sombras que representam a forma limitada de como os Administradores percebem as modernizações, as inovações tecnológicas úteis para melhorar os serviços, os produtos, etc., as mudanças no mercado, no consumidor em geral, enfim, a realidade exterior à empresa que influencia e muito na sua empresa. O prisioneiro que se liberta e sai da caverna é o moderno empreendedor, que adquire novos conhecimentos, novas habilidades, procura se qualificar e conseqüentemente beneficiar-se de seus conhecimentos tendo assim uma nova visão de organização empresarial (a luz do sol) para aplicá-la dentro do sócio-econômico (o mundo exterior) que está inserida a empresa, utilizando como instrumento, os novos métodos de gestão, para melhorar cada vez mais a empresa do qual é o gestor. É através desse empreendedorismo (visão do mundo real iluminado) que o novo administrador irá modificar o estado "arcaico" da organização alcançado por períodos de ingerência, e trazê-la a realidade do mundo competitivo, arrasador, mas enfrentando dificuldades pois dentro da própria organização há a resistência daqueles que não se adaptaram às novas demandas sócio-econômicas, inovações em diversos sentidos, a modernização total, novas maneiras de satisfazer o mercado, etc., mantendo uma visão pouco flexível e assim pouco favorável à saúde econômica da empresa. Cabe ao novo gestor lutar contra todas as dificuldades, dando assim o melhor exemplo que com certeza será seguido pelos outros, e assim totalizar vitórias e mais vitórias para sua empresa e conseqüentemente para sua própria carreira. Publicado na 3o. edição da Revista ADCONTAR. Autor: Everton Guimarães et al Copyright © 2001 - Everton Guimarães et al - Direitos Reservados. Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste artigo sem a expressa autorização do autor.

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