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O mercado de trabalho exige formação cada vez mais sólida

Nunca um só diploma de graduação valeu tão pouco. E há vários profissionais sentindo na pele as exigências de um mercado predador e competitivo. O profissional que antes era absoluto em sua área hoje se vê rodeado pela concorrência. Nos últimos anos, o números de faculdades e de cursos sendo oferecidos, vem aumentando avassaladoramente, mesmo que ser verifique um nivelamento por baixo da qualificação e adequação quanto à formação. Tem gente divulgando os seus serviços das maneiras mais inusitadas possíveis, geralmente a preços no mínimo desconfiáveis, prática que mostra como a competição tem se tornado acirrada e que a situação pode equivocadamente apresentar uma caracterização generalizada de profissionais desqualificados ou inapropriados às necessidades reais dos tempos atuais. A cada dia, mais e mais profissionais são jogados no mercado de trabalho, numa prática destruidora, pois a maioria das Instituições Educacionais recém nascidas não os prepara adequadamente nem para ingressar no mercado de trabalho nem para atender às expectativas da sociedade. E isso acaba levando grande parte a desistir de suas carreiras, passando a buscar atividades alternativas e empregos públicos isso justifica os números de concorrentes nos concursos públicos e a proliferação de escolas e cursos preparatórios uma verdadeira fonte de receitas que vem nestes últimos dois anos crescendo avassaladoramente. A quinze anos atrás, um diploma de nível superior garantiria estabilidade ao profissional aonde quer que estivesse. Atualmente nem um mestrado garante mais nada, visto a quantidade de profissionais que saem todos os anos das Universidades públicas e privadas. Outra explicação diz da situação conjuntural: o aumento do desemprego e o conseqüente excesso de pessoas procurando trabalho permitem que as empresas sejam muito mais exigentes nas contratações do que seriam em condições de baixo desemprego, exigindo até o que o profissional jamais irá usar caso ingresse na organização. A falta de postos de trabalho sinaliza uma economia difícil, na qual as companhias buscam reduzir custos. Isso significa ter menos pessoal com melhor qualificação e maior capacidade individual de trabalho para que se possa absorver a sobrecarga de tarefas. Cursos em grandes faculdades podem ajudar, mas o profissional tem que se diferenciar com cursos de extensão e especialização. Apenas uma graduação não é condição suficiente para as pessoas obterem sucesso profissional. Os ciclos de negócios estão cada vez mais curtos. Ou seja, as Empresas, por força de um mercado altamente dinâmico e cada vez mais exigente, precisam implantar projetos e mudar o enfoque de atuação com muita agilidade. Dessa forma, as pessoas com formação restrita ficam condenadas ao desemprego ou a salários muito baixos. Um currículo globalizado é cada vez mais valorizado, pois a vivência no exterior, além de melhorar o nível de conhecimento sobre a cultura e a língua estrangeira, é decisiva para o amadurecimento profissional e pessoal. Como disse, enquanto até algumas décadas atrás ter um segundo grau concluído era uma feito memorável, hoje possuir um canudo de curso superior é apenas o começo de um longo processo de crescimento e reciclagem contínua em um ambiente competitivo em que precisamos cada vez mais e mais de conhecimentos. André Luiz N. Kaercher Administrador de Empresas Especialista em Gestão Empresarial
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