O medo de fracassar nos negócios

Abrir um novo negócio é muito parecido com dirigir um carro em alta velocidade numa estrada cheia de curvas e obstáculos. O empreendedor precisa estar consciente que vai colocar seus sonhos e realizações num caminho onde existe o risco de alguma derrapagem, de algum acidente inesperado.

Abrir um novo negócio é muito parecido com dirigir um carro em alta velocidade numa estrada cheia de curvas e obstáculos. O empreendedor precisa estar consciente que vai colocar seus sonhos e realizações num caminho onde existe o risco de alguma derrapagem, de algum acidente inesperado. No estado de São Paulo, a economia mais dinâmica do País, um terço dos novos negócios sucumbem no seu primeiro ano de existência. As causas de fracasso nos negócios formam uma extensa lista. No livro Tchau, Patrão! relaciono as quarenta principais causas de fracasso. Elas podem ser de origem financeira, administrativa, humana ou operacional.

Poucos enxergam o fracasso e os erros como uma forma de aprendizado que fortalece e prepara os empreendedores para novos desafios. São muitas as histórias de empresários notáveis que só conseguiram ter sucesso depois de fracassarem duas ou três vezes. Walt Disney montou uma série de negócios e faliu diversas vezes antes de fundar a Walt Disney Corporation. Henry Ford faliu cinco vezes antes de construir uma das mais bem-sucedidas fabricas de automóveis do mundo. Todos os empreendedores que venceram depois de alguns tropeços confessaram, mais tarde, que alcançaram o sucesso graças ao que apreenderam com os erros, falências e concordatas anteriores.


Muitas carreiras empreendedoras são interrompidas por fracassos que, na maioria das vezes, não têm nada a ver com falta de capacidade, de visão ou até de honestidade dos jovens empreendedores. Muitos deles são marcados indelevelmente e terão enormes dificuldades para sonhar e voltar a empreender. Uma pessoa honesta e dotada de espírito empreendedor jamais pode ser considerada fracassada. Ela pode até estar fracassada temporariamente, mas não é e nunca será uma pessoa fracassada. Na primeira oportunidade, ela vira o placar e vence. Só fracassa de verdade quem apaga os próprios sonhos, abandona sua vocação empreendedora e acomoda-se num emprego que não lhe satisfaz.

Os artistas de circo convivem diariamente com o risco e raramente se acidentam. O segredo é simples: eles planejam e treinam exaustivamente suas performances. Eles procuram identificar, conhecer e minimizar cada vez mais os riscos. Quem vai começar um negócio precisa correr riscos calculados, precisa planejar ao invés de se aventurar de uma forma inconseqüente. As modernas técnicas de elaboração de planos de negócio permitem colocar uma idéia ou sonho de negócio no papel, possibilitam ver o funcionamento virtual de uma empresa. Os planos trazem uma explicação clara de como vai funcionar o negócio, a sua localização, o potencial de mercado, as vantagens competitivas, o estudo da concorrência, as ameaças, as possíveis saídas do negócio, um fluxo de caixa projetado e as análises econômico-financeiras do investimento.

Um plano de negócio bem elaborado confere mais segurança ao futuro empreendedor, pode evitar a perda de tempo e dinheiro, pode, sobretudo espantar o medo do fracasso que geralmente inibe o talento empreendedor.

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