O medo da demissão

Devido à crise que estamos enfrentando, algumas empresas estão se vendo obrigadas a cortarem colaboradores. Prova disso é que, no último trimestre, a taxa de desemprego no Brasil atingiu 8,1%, o maior índice desde 2012, quando o IBGE iniciou a série do levantamento. Este quadro causa um grande estresse para os brasileiros que foram recentemente demitidos e a sensação de ter sido dispensado pode acabar abalando a confiança e dificultando que eles se coloquem novamente no mercado de trabalho.

Ao ser demitido, o indivíduo tende a passar por um período de “luto”, que é normal após uma ruptura, mas não faz sentido ficar se culpando e cobrando por isso. A tendência é que enxerguemos a demissão como uma punição, o que invariavelmente não é uma realidade. Passamos por um momento onde muitas empresas estão demitindo porque economicamente não estão conseguindo honrar seus compromissos. Portanto, muitas vezes, a demissão não tem nada a ver com o funcionário.

Caso o período de luto se estenda mais do que o necessário, existem atividades e profissionais que podem lhe auxiliar a passar por esta situação, como é o caso do Coaching, onde buscamos um modo em que o coachee supere esse obstáculo, seja ele a busca de coragem para mudar de área, capacitar-se para atender melhor o que os contratantes procuram, ou aprender a lidar com o medo da perda.

Após passar pelo luto, podemos usar a demissão como uma nova chance para mudar a vida profissional, pois ela nos obriga a sair da zona de conforto, o que pode acabar sendo algo bom. Às vezes, mantemos o emprego pela conveniência que ele representa. E quando mudamos de ares, temos a chance de experimentar outras possibilidades, conhecer outras pessoas, nos desafiar de outro lugar que pode – ou não – ser mais bem sucedido que a nossa primeira escolha. No fim das contas, tudo é aprendizado. Só vai depender do nosso olhar para o que acontece ao nosso redor.

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