O líder intransigente nos tempos modernos

Há espaço no mercado para líderes que não abrem concessões? Ou o mercado dos tempos atuais requer mais flexibilidade por parte dos seus líderes, gestores e colaboradores?

Foi se o tempo em que dentro das organizações prevalecia a vontade e a palavra de um líder, que não abria espaço para diálogo, muito menos para ouvir a opinião de subordinados. Vivemos hoje na era do social, onde todos interagem com todos, de várias maneiras, tendo a tecnologia como principal encurtador de distâncias. Na era do social, do compartilhamento de ideias, da cooperação e colaboração, não há mais espaço para um líder intransigente, que ainda usa a retrógrada tática de intimidar, em vez de motivar.

Foi se o tempo em que as empresas admitiam, na prática, o uso do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Hoje, as organizações trabalham com foco no desempenho, tendo os colaboradores, no chefe, a visão de um parceiro que compõe a mesma equipe e tem o mesmo objetivo: maximizar lucros, potencializar resultados.

O líder que não se ajusta, que não olha no olho, que não escuta o que cada um tem a dizer, nos dias atuais, já se tornou ultrapassado. Nem as organizações, nem as pessoas, que são os maiores recursos dentro das empresas, querem desenvolver suas atividades sob o jugo do assédio moral, da prepotência e arrogância de um chefe que faz valer apenas as suas vontades.

Temos que concordar que em muitas empresas ainda existe a figura deste líder mandão, que faz os seus colaboradores tremerem bastando um olhar, que ainda grita que quem manda ali é ele, que intimida sempre com a promessa de uma demissão indesejada. Mas no mercado competitivo, este tipo está se tornando cada vez mais raro. Há uma busca por profissionais que entendem o lado humano e que saibam lidar com ele de maneira positiva; profissionais que usam de maneira proveitosa os recursos da empresa, garantindo a motivação e o bom desempenho de todos, e, consequentemente, os melhores resultados.

E quem ganha mais com a substituição deste chefe intransigente por um líder mais flexível, tolerante em suas decisões, capaz de trabalhar a motivação de cada funcionário, muito mais do que o próprio colaborador é a empresa que lucra. Pois já se sabe que funcionário insatisfeito não produz tanto quando aquele funcionário satisfeito com as condições de seu trabalho e por que não dizer, satisfeito com seu chefe? Vale refletir sobre o tipo de líder que atua na sua empresa. O que nunca escuta ninguém além dele próprio ou é aquele que busca, em conjunto, as melhores soluções para os problemas da organização?

Este, trará bem mais resultado do que aquele, porque o que o difere é a capacidade de escutar e lidar com a opinião dos outros, o que conta muitos pontos nesse mundo onde tudo é compartilhado, onde se curte ou deixa de se curtir uma atitude, e principalmente, onde todos anseiam pelo alcance dos mesmos objetivos.


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