O início da necessidade da administração

Com a desorganização total devido ao crescimento acelerado das indústrias, havia sobrecarrega de trabalho para os trabalhadores em condições precárias e prejudiciais, sendo necessário o início de uma teoria científica para melhorar esta situação. Neste artigo é realizada uma comparação com o filme "Tempos Modernos" sobre tais condições de trabalho

O filme "Tempos Modernos" mostra a vida de trabalhadores a partir da Revolução Industrial, em que eram submetidos a uma forma de produção que fugia de suas realidades físicas e psicológicas, tratava-se de uma forma precária de trabalho devido ao acúmulo de horários, a monotonia das atividades repetitivas e o risco de saúde por se tratar de trabalho manual em fábricas. Sendo assim, uma forma de produção que visava maior rentabilidade, independentemente das condições de seus trabalhadores.

Por meio dessa condição de mão de obra houve um crescimento acelerado das indústrias e, consequentemente, de suas produções. Mas, em contrapartida, a desorganização total das empresas acarretou na necessidade de um maior planejamento e aumento da complexidade da administração e, a partir disso, uma abordagem científica. Não havia noção de divisão de responsabilidades do trabalho ou incentivos para melhorar desempenho. As decisões eram baseadas em intuições e palpites e não havia integração entre os departamentos e os trabalhadores. Na maioria das vezes, os funcionários eram colocados em funções para as quais não possuíam aptidão, sendo forçados a trabalhar de uma forma repetitiva, uma vez que não tinham formação e conhecimento em outras áreas. Com isso, os trabalhadores sofriam com mais exigências e ficavam expostos a um maior índice de acidentes.

O trabalhador de uma grande indústria realizavam as mesmas atividades e com um nível elevado de sobrecarrega, diferentemente do que acontece nos dias de hoje, onde o mercado de trabalho quer profissionais preparados para as adaptações e mudanças na produção. Mesmo realizando sempre a mesma atividade, o mercado exige que esse profissional tenha conhecimento do produto final e outras atividades dentro de uma empresa.

Muitos operários viviam a exploração dentro das fábricas devido à busca do lucro pelos proprietários, fazendo com que eles realizassem suas atividades com maior rapidez para obter um produto final em menor tempo, fazendo seu trabalho de acordo com a velocidade da máquina, ou seja, em condições prejudiciais, tanto fisicaquanto psicologicamente devido à pressão.

O personagem interpretado por Charles Chaplin acaba tendo um colapso nervoso devido à árdua rotina de trabalho repetitivo e em grande escala de horário, não conseguindo mais parar de fazer os movimentos que realizava rapidamente em seu serviço, sendo levado a um hospital.

Após sair do hospital curado, ele encontra a fábrica fechada e, ao buscar outro emprego, os policiais o confundem com um líder comunista por segurar uma bandeira que achou perdida no chão e acaba sendo levado para a prisão. Na cadeia ele frustra uma tentativa de fuga de outros presos e é libertado, conseguindo uma carta de recomendação por uma autoridade para ingressar novamente na carreira profissional. Porém, mesmo com uma boa recomendação, não consegue se manter em outro emprego, pois era alienado, fazendo sempre o mesmo trabalho. Desta forma, observa-se que ele não sabia fazer nada além que apertar parafusos.

As greves e manifestações dos empregados eram agressivamente reprimidas pelas autoridades, que defendiam os interesses capitalistas. Mas, a partir de greves e com o surgimento da teoria humanista, hoje existem melhores remunerações, diminuição da jornada de trabalho, intervalos nos períodos da jornada de trabalho, férias e melhores condições para o trabalhador em geral.

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