O impacto da visualização de dados em finanças pessoais e para sua empresa

O impacto da visualização de dados na maneira como nosso cérebro processa informação e como isso influencia sua empresa, sua carreira e até sua vida pessoal

Começo este parágrafo confessando que não fui preparada para esta avalanche de dados a qual somos submetidos diariamente. Afinal de contas, quem foi?
Como indivíduos acumulamos bytes e mais bytes de dados. São redes sociais, fotos, e-mails, infindáveis grupos de whatsapp, arquivos, documentos, papers, trabalhos de faculdade, é informação que não acaba mais.

Já parou pra pensar na quantidade exponencial de dados que uma empresa gera todos os dias? Escrevi "gera" por que as empresas nem sempre armazenam ou analisam dados de clientes, histórico de chamadas, trocas de e-mails, campos textuais em redes sociais e etc.

Voltando a falar de experiências pessoais, outro dia atualizei meu histórico de compras em um destes aplicativos de gestão de finanças pessoais (a.k.a. Guia Bolso) e me assustei com o volume de gastos com transporte (obrigada, Uber!).

Vamos pensar um pouco...

Cada transação com Uber foi feita por esta pessoa que vos escreve, não por um clone. A informação também não é nova, está disponível ao alcance da mão e onde houver 4G pela aplicação mobile do banco. Qual a novidade então?

Visualização de dados: um fator crucial para que seu cérebro interprete a quantidade infindável de dados à qual estamos expostos diariamente. Os dados estão aí e não vão diminuir, mas a maneira como os interpretamos podem sertipping points em nossos dias.

Tudo fica mais claro, no meu caso, sobre o Uber, mas poderia ser uma decisão empresarial crucial para o bom andamento do negócio.

Dependendo do mercado em que você atua, pode parecer óbvio mas não é.
você acredita que decisões com impacto de milhões de reais possam ser tomadas sem nenhum embasamento, contando apenas no fio do bigode? Pois é, procure saber sobre como o mercado de varejo nacional toma decisões sobre compra ou não de mais estoque. Os relatos são de arrepiar.

O mercado imobiliário é outro que diferente de bancos, telecomunicações, não tem lá muita intimidade com dados. Embora empresas como Zap Imóveis e Viva Real estejam mudando este cenário, através da contratação de estatísticos, armazenamento de dados, análises e desenvolvimento de modelos.

Já imaginou a riqueza destes dados?

Imagine o poder de prever (não chutar) com dados e fatos, qual o preço ótimo para um lançamento de lajes corporativas no bairro da Barra Funda em 2022, dado este cenário de incerteza política e econômica do nosso país, projetando respostas com base em variáveis como taxa de juros, PIB e etc. No varejo, já pensou como seria bom identificar a propensão de compra de um grupo de clientes? Qual o preço ótimo para aquela linha de produtos? Qual estoque ideal para sua loja?

As opções são inúmeras. Big data é uma realidade e aqueles forem capazes de extrair valor real de seus dados sairão na frente.

Saber tirar proveito desta transformação é fundamental para aqueles que querem gastar dinheiro com inteligência (meu caso!), ou tomadas de decisões importantes que impactem diretamente o futuro do seu negócio (seu caso!).

E você? O que você vai fazer com seus dados?

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