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O FUTURO DAS ORGANIZAÇÕES NO BRASIL

O FUTURO DAS ORGANIZAÇÕES NO BRASIL Estava no auge de meu primeiro cargo de gerência em uma respeitável empresa de autopeças e fornecedora das montadoras de veículos, no ano de 1967 e o livro do momento intitulava-se O desafio americano de Jean-Jacques Servan-Schreiber. Em linhas gerais o autor afirmava que em 25 anos aproximadamente, por volta de 1990 a produção mundial estaria nas mãos de apenas 15 (quinze) empresas multinacionais americanas. Naquela época as empresas determinavam o que o mercado deveria consumir, mas o mundo passou por profundas transformações, os consumidores ficaram mais exigentes, as multinacionais japonesas, alemãs, francesas e outras começaram a competir com as americanas e a participação no mercado mundial ficou dividida, contrário ao que dizia o livro. As dificuldades vieram, as dispensas em massa, e a terceirização se implantou como conseqüência, as cooperativas de trabalho estão crescendo e as pequenas empresas começam a disputar o mercado internacional e hoje são respeitadas mundialmente. Nos Estados Unidos as pequenas empresas estão se fortalecendo e grupos de investidores colocam suas reservas ou parte delas no pequeno negócio. No Brasil está começando agora esse tipo de investimento, como já comentei no artigo Para Atrair Investidores Para Sua Pequena Empresa é Necessário Fazer um Plano de Negócios que em parte dizia: Nos Estados Unidos esse tipo de investimento é altamente divulgado; existem aproximadamente 170 grupos de pessoas compostas por aposentados, executivos, homens de negócios, investidores comuns denominados de Angel investor ou Investidor Anjo que aplicam em média 20% de suas reservas em pequenas empresas iniciantes ou não, mas que tenha um bom e bem definido Plano de Negócios onde receberão por volta de 20% dos lucros obtidos pela empresa; estas injeções de dinheiro nas pequenas empresas ajudam a modernizar seus equipamentos, a fazer boas propagandas, lançar novos produtos, fortalecer os já existentes e alavancar seus negócios. A cultura dos investidores brasileiros ainda é de medo devido à falta de seriedade, de apoio, e de uma política bem definida; Alguma coisa tem que mudar só os bancos monopolizando todo tipo de investimento e as Bolsas de Valores só para os grandes investidores e com orientações certas de ganhos é que levam vantagem, e o pequeno investidor só fica com a poupança com baixos rendimentos. As grandes empresas para enfrentar a escalada das pequenas que são mais ágeis, estão dividindo suas grandes estruturas em unidades de negócios com independência total. Todas essas mudanças de comportamento nos indicam que o futuro das organizações no Brasil será a pequena empresa com as características e necessidades abaixo: - Simplificação da linguagem técnica por parte dos psicólogos, orientadores e consultores organizacionais na transmissão das informações, traduzindo ou explicando as terminologias americanas usadas. - Capacitação do pequeno empresário na gestão empresarial para entender e gerir melhor o seu negócio. - Aprovação da lei Geral das Micro e Pequenas Empresas já no Congresso, dando-lhes condições tributárias e burocráticas de competir com as grandes empresas tanto no mercado interno como externo. - Mudança na legislação trabalhista com relação ao vínculo empregatício, contratação, de remuneração, décimo terceiro salário, fundo de garantia por tempo de serviço e outras formas que impedem e sobrecarrega as empresas adotando modelos mais simples como a participação nos lucros e comissões. - Medidas de garantia aos investidores nas pequenas empresas sem que necessitem utilizar das Bolsas de Valores que ficarão restritas as compras e vendas de ações de grandes organizações. - Mudança no sistema de tributação para imposto único aliviando o consumidor final e tornando os preços mais competitivos. - Fortalecimento das cooperativas de negócios, de exportações, como também as de trabalho. - Reintegração do profissional aposentado experiente ao mercado de trabalho - Preparação e capacitação do jovem ao primeiro emprego. - Incentivos tributários, fiscais e de crédito ás empresas que mantém programas de ensino básico e técnico aos funcionários e seus filhos e para a comunidade do bairro ou cidade ajudando a erradicar o analfabetismo do país. - Empresas preparadas e conhecedoras de sua importância no mercado, na qualidade dos produtos, no respeito e nas necessidades de seus colaboradores, participantes ativos na responsabilidade social e preservador do meio ambiente. Os órgãos de apoio, os sindicatos, as associações de classes das micro e pequenas empresas, sairão de sua zona de conforto e irão ao encontro destas empresas com programas mais baratos, com soluções viáveis para mantê-las preparadas e competitivas para o desafio brasileiro. Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas. www.razaconsultores.com.br. e-mail: c.raza@terra.com.br;
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