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O filósofo Albert Einstein

Há exatos 100 anos, um alemão, judeu, tido como aluno mediano na Escola Politécnica de Zurique, e praticamente desconhecido da comunidade científica da época revolucionou o mundo com quatro artigos que serviram de base para o desenvolvimento humano em uma série de áreas de conhecimento.

Há exatos 100 anos, um alemão, judeu, tido como aluno mediano na Escola Politécnica de Zurique, e praticamente desconhecido da comunidade científica da época revolucionou o mundo com quatro artigos que serviram de base para o desenvolvimento humano em uma série de áreas de conhecimento.



Albert Einstein, praticamente autodidata em teorias da física, sem colaboradores e laboratórios de experiências, e trabalhando nas horas vagas, estabeleceu de uma só vez a existência do átomo e seus agrupamentos em moléculas, as explicações sobre a natureza da luz e uma nova concepção entre tempo e espaço.



A chamada Teoria da Relatividade, além de se firmar como um dos mais importantes alicerces para a física moderna permitiu ao homem ampliar seu conhecimento racional sobre a ordem que todas as coisas seguem e são organizadas no mundo.



A idéia de que todas as coisas que acontecem segue uma ordem necessária em sua essência sempre foi um dos postulados da filosofia e com as idéias de Einstein ganharam força e notoriedade durante uma fase do conhecimento filosófico chamada de relativista.



O Relativismo tem por ponto central de sua teoria o fato de que qualquer coisa depende exatamente do ponto de vista observado, negando o conhecimento de forma objetiva e pragmática em relação a ela mesma. É a imensa capacidade de não explicar nada afirmando que tudo depende.



Quebrar essa corrente de pensamento foi um dos grandes efeitos possíveis dado pela Teoria da Relatividade, que dividida em dois princípios deve servir, pelo menos de referência aos estudiosos, de qualquer área, e amantes da filosofia. Confundir Teoria da Relatividade e o relativismo é natural pela própria essência humana atual. Onde é mais fácil buscar o chavão de que Tudo é relativo! do que tentar aprofundar conhecimento e fincar bandeiras filosóficas essenciais.



A Teoria da Relatividade está montada em dois princípios: o relativístico, baseado na experiência de Michelson-Morley, e o da invariância da luz, com base nos trabalhos de Fitzgerald e Lorentz. Einstein conseguiu reunir os pensamentos e dar-lhes a forma que conhecemos hoje. O fato de receber crítica de alguns não tira o seu brilhantismo. Foi exatamente o seu posicionamento filosófico, questionando e refutando dados e fatos, teorias e postulados vigentes á época que permitiram dirimir sua corrente de pensamento.



O princípio relativístico consiste no fato de que observadores em condições diferentes podem ver um mesmo fenômeno de forma distintas. A aplicação deste princípio nas ciências sociais permite questionar as percepções sobre a verdade dos fatos. Não é que tudo seja relativo, como pregam os relativistas. Mas tudo pode ser observado de contextos diferentes e seus fenômenos podem ser analisados, contrariando o senso comum e a irresponsabilidade científica que se esconde atrás de formas de relativismos principalmente pela ausência de referências.



Essa é a grande contribuição de Einstein para a filosofia. Mesmo sendo relativo, um fenômeno deve ser observado com base em uma referência primaz. O que é extremamente diferente sem ela. É fácil atribuir o relativismo. Reconhecer a Relatividade como fonte filosófica para a construção do pensamento é assumir o pragmatismo da ciência e tornar as teorias absolutas, fugindo do amorfismo atribuído à realidade por pontos de vista nivelados como igualmente válidos e descartáveis.



2005 é considerado o ano da física, pelas comemorações do centenário das teorias de Einstein. Que as ciências sociais também comemorem as idéias e as suas aplicações em seus campos do conhecimento deste filósofo moderno cujas idéias transformaram o mundo.


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