O "fenômeno" do WhatsApp na rotina das empresas

O uso do aplicativo Whats App como ferramenta de comunicação corrente e diária e de que forma esta pode afetar a rotina das empresas

As redes sociais chegaram para transformar a maneira como as pessoas se relacionam. O que dizer então do "fenômeno" Whats App?

Se o Facebook - e seu(s) antecessor(es), com todo o respeito - revolucionou a forma como as pessoas se relacionam umas com as outras o que dizer do aplicativo que está full time ao alcance dos dedos de quem possui um celular com conexão permanente à internet.

Figurando inicialmente como um "mero" subsituto mais charmoso do SMS que trazia consigo a novidade de possibilitar uma conversa em tempo praticamente real - incluindo saber se seu interlocutor leu a mensagem enviada ou quando acessou o ambiente pela última vez - atualmente este app é utilizado para quase toda natureza de comunicação - fora e, principalmente, dentro das organizações.

Identificado como mais um canal de contato direto (e rápido) com os clientes o Whats App já foi adotado por muitas empresas como linha direta com seus públicos alvo seja para manter o cliente informado a respeito de produtos/serviços, promoções ou mesmo para iniciar o relecionamento a partir do recebimento de consultas de preços e disponibilidade de produtos, dentre outros.

Sendo assim, o que dizer então do aplicativo como ferramenta de comunicação no ambiente corporativo? Tendo em vista que na atualidade grande parte das empresas adotam o uso de celulares corporativos para parte seu quadro funcional (gerência, diretoria, etc), o Whats App entrou de vez para o dia a dia das organizações como ferramenta de comunicação.

Não há como negar os benefícios em termos de fluidez de comunicação no ambiente corporativo a partir da adoção do uso de uma ferramenta tecnológica tão bem recebida e manuseada pela grande maioria de usuários de aparelhos de celular.

O que se há de começar a pensar seriamente é: quais são os limites para o que se discute via Whats App?

O tema é vasto a discussão mas podemos começar a pensá-lo a partir de situações corriqueiras do dia a dia.

Com os aparelhos de celular e tablet possuindo configurações cada vez mais completas e complexas além das possibilidades de sincronização de diversos recursos, aplicativos e contas de e-mail é preciso ter atenção redobrada com o que vai e vem via celular, incluindo o Whats App, mas principalmente com o que fica no aparelho - nem sempre visível a primeira vista.

Celulares e outros gadgets (tablets, notebooks, etc) corporativos, como o próprio nome já indica, pertencem à corporação que os cede para uso de seus colaboradores, os quais, por uma "simples" convenção cultural - ou mesmo necessidade organizacional - permanecem de posse destes mesmo quando não estão em horário de trabalho ou nas dependências da empresa.

Quem nunca utilizou o celular corporativo para passar uma mensagem curta e rápida para o marido/amigo/mãe/filho porque a bateria do outro celular - o pessoal - havia acabado?
Ou porque o sinal - do tal outro celular, o pessoal - estava fraco?
Ou ainda porque estourou o pacote de dados - daquele mesmo outro celular, o pessoal....?

O "x" da questão é que tendemos a naturalizar tudo que fazemos rotineiramente. Ao enviar a primeira mensagem "curta e rápida" o usuário poderá lembrar-se de apagá-la em seguida - afinal aquele aparelho poderá ser utilizado por outra pessoa que trabalha na empresa pelas mais diversas razões.

Após a 23ª mensagem "curta e rápida, enviada por pura necessidade" esta ação já poderá estar naturalizada por quem a realiza, o que pode sugerir que vez por outra o usuário se esqueça de apagar alguma mensagem que verse sobre assunto pessoal.
Eventualmente ele (o usuário) irá se lembrar que não apagou a tal mensagem, mas aí já poderá ser tarde demais.....

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