Café com ADM
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O fator liderança como diferencial de sucesso

Líderes precisam pensar com a cabeça do dono do negócio e não podem aceitar passivamente que os resultados não aconteçam

Muitos apresentam formulas de como desenvolver uma liderança eficaz e de como esse modelo pode ecoar para os membros da equipe fazendo com que todos estejam engajados em um objetivo comum. Mas, o que a maioria ainda não entendeu é que o modelo “politicamente correto” destrói a hierarquia e se transforma em uma fábrica de pessoas desmotivadas que, diante de um fracasso, se comportam como se nada de mais tivesse acontecido.

Cara feia, autoritarismo, síndrome de rei, falta de respeito com o indivíduo, não são sinônimo de uma liderança eficaz. Mas, quanto mais reduzida a distância entre líderes e equipe maior é a chance de vermos um time composto de “mais ou menos” que não possui foco, direção, desafios, desejo por resultados. Pode parecer absurdo, mas ninguém (absolutamente ninguém) gosta ou admira uma liderança fraca. Todos e tudo precisa de líderes sérios e com propósitos claros. Para onde vamos, como chegaremos lá, quem é o responsável, quando temos que chegar, são perguntas que só lideres eficazes podem responder e fazer com que todos tenham pleno entendimento e se engajem na caminhada.

Em determinada ocasião houve um desentendimento entre um líder e seu subordinado. Diante da rispidez com que discutiram, o assunto foi encaminhado a gerencia na expectativa de que o fato não se tornasse repetitivo e contaminasse outras áreas. Mas, a postura da gerencia foi de ouvir e colocar panos quentes no assunto tratando-o como um fato normal. Uma postura “politicamente correta”.

Este é um exemplo claro de uma liderança fraca e despreparada que prefere se esconder a ter que tomar uma atitude mais séria. Um outro exemplo clássico e verdadeiro é quando um determinado objetivo não é atingido e, quando cobrado por isso, o líder aponta em várias direções para justificar o seu mau desempenho e a empresa aceita passivamente os argumentos como se fosse normal perder tempo, dinheiro, oportunidades e até impactar resultados. NÃO É!!

Líderes precisam ser cobrados pelos resultados de sua equipe. Se a equipe não produz o que dela se espera, há uma fragilidade na liderança e este deve ser o foco de empresas do século XXI. Quando os líderes não sentem o peso do mau resultado, como esperar que a equipe se comporte de modo diferente?
Esta realidade se encaixa perfeitamente no quadro societário. Quantas vezes assistimos sócios responsáveis por determinadas áreas que nada produzem se justificarem e os demais aceitarem batendo palmas para a incompetência? Quantas vezes assistimos a sócios preocupados com suas retiradas mensais fixas produzindo cada vez menos e sem nenhuma qualidade? Quantos vezes assistimos sócios que pregam a paz para justificar a sua incompetência em produzir, liderar, passando o exemplo de que “aqui é melhor não produzir, mas mantermos o ambiente alegre e harmonioso”.

Algumas empresas afirmam que preferem o comportamento passivo diante do fracasso para manter o bom ambiente na empresa. Isso é papo de perdedor, de empresas que não sabem como se comportam e pior, não sabem o que cobrar de seus colaboradores. Não interessa a ninguém um empresa com ambiente familiar vegetando no mercado até cair no precipício.

Não há dúvida de que muito do sucesso ou fracasso de uma organização passa pela atuação de suas lideranças e suas equipes. Ignorar este fato é correr riscos desnecessários e se manter à deriva torcendo para que o mar não se revolte. Um dia sucesso, outro fracasso, depois sucesso, depois fracasso e assim vamos até encalhar.

Líderes precisam pensar com a cabeça do dono do negócio e não podem aceitar passivamente que os resultados não aconteçam. Precisam acompanhar, capacitar, orientar, desafiar, exigir, agradecer, premiar, punir e sempre que necessário, fazer. Mas, para isso é preciso coragem e competência daqueles que os contratam e os mantem na folha de pagamento.

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