O ESPAÇO DO JOVEM NA MÍDIA : Criação e não apenas apresentacão ( parte 2)

"O papel da mídia na política contemporânea nos obriga a perguntar em que tipo de mundo e em que tipo de sociedade queremos viver" Desta forma o jovem tem o direito de conduzir seus interesses e veicular os tipos de informacão que considera relevantes. É de sabedoria popular bastante acreditada que as pessoas seja por motivos de adaptação ao sistema ou por interesses capitalistas, acabam por perder seu espírito crítico direcionado a ação. Então mesmo que um profissional inicie sua carreira com todas as rebeldias e criatividade possíveis, com o passar dos anos ele se torna indiferente com suas causas e adapta sua maneira natural de se expressar, sua essência, ao sistema que lhe foi apresentado como o que traz resultados, mesmo que estes resultados sejam apenas de cunho financeiro sem preocupacão em como irão afetar a mentalidade de seus conjugues de sociedade. BOLSANELLO observa que [...] existe a tendência natural do ser humano de moldar a adaptação de sua personalidade, quando por opção resolve integrar grupos sociais com objetivos diferentes, mas que demandem do espaço pra sua atuação. Por este motivo o espírito do jovem deve ser repensado na medida em que democracia implica em igualdade a todas as pessoas. Condições estas não apenas econômicas mas tambem de caráter de participação na criação da programação que vai chegar na população, visto que o jovem não se encontra pré moldado por nenhum tipo de sistema. Sendo assim torna-se muito maior a chance de que surjam programas que sejam mais úteis e necessários ao desenvolvimento da sociedade. É algo estranho de entender, mas como as redes de televisao que são empresas com todo tipo de profissionais, às vezes parecem não possuir um departamento de marketing eficiente para detectar as necessidades do telespectador, pelo contrário, o marketing executado pelas redes de comunicação visa forcar a aceitação da programação alienadora que produzem. Segundo ANGELA , marketing é uma ferramenta que identifica necessidades . dada a devida atenção as necessidades da sociedade, a única preoucupação parece ser a de entreter a massa e não de ajuda-la a pensar sobre seu destino. Estudando um pouco a psicologia das grandes corporações pode se descobrir que há interesses em manipular as massas para manter determinadas porções da sociedade em consumada posição previlegiada de imagem e de situação econômica. Sabendo da existência desta realidade fica claro que apenas a rebeldia jovem não vai conseguir atingir nenhuma grande meta de libertação do rebanho, mas se ao jovem for concedido o direito a criação de idéias para a programação de lazer, este vai ser um enorme passo para a renovação da mídia. Aplicando a potencialidade e inerente criatividade do jovem no momento em que ainda existe e não após a adaptação deste aos sistemas. EMPIRISMO, CHEGA DE TEORIA Após uma primeira exposição de valores sobre a atuação do jovem como construtor da política de comunicação da sociedade, podemos entender o diferencial que seria se esta atuação fosse repensada. O jovem poderia contribuir para que se efetuasse uma cosmopolitalização da sociedade e plena renovação do conteúdo de programação. Pois quando se pensa em democracia da comunicação, devemos estar dispostos a receber a produção de quem pensa diferente. Este é o inicio da caminhada pela democracia nos meios de comunicação de massa.
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