O engessamento dos padrões

Ao escolher um padrão seja de produção, TI ou desenvolvimento de software, preciso seguir exatamente o que cada um solicita? Tenho que ficar restrito ao que está definido? Caso não consiga fazer dessa forma, quer dizer que não estou seguindo o padrão?

No mundo corporativo existem muitos cases de sucesso. Muitos deles destacam o padrão de produção que foi utilizado. Mas, cuidado, o que deu certo em uma empresa não quer dizer que vai dar em outra.

Ao adotar um padrão ou metodologia é necessária uma profunda avaliação do que já funciona na empresa, onde estão os maiores problemas, onde é possível realizar alguma modificação e o que espera melhorar. Tentar inserir um padrão simplesmente poderá acarretar em perda de investimentos e até na piora do que a empresa já possui.

Alguns padrões foram definidos para áreas específicas, como em TI (onde são chamados de frameworks) os mais conhecidos são o ITIL e COBIT. Para a área de produção temos os famosos Just in time, Lean e Material Requirement Planning . E a área de desenvolvimento de software possui os padrões de projetos como o Singleton, Domain Driven Design, Test Driven Development, entre outros. Na literatura vamos encontrar inúmeros tipos para diversas atividades.

Um padrão é definido com o principal intuito de organização. A partir daí dependerá de cada padrão qual a sua linha principal, seja diminuir os custos ou apresentar maior agilidade por exemplo.

A escolha do padrão adequado dependerá do que a sua empresa ou setor estejam buscando, quais as necessidades que possui e quais valores está buscando. Depois da escolha, um erro muito grave dos gestores é achar que o padrão servirá para resolver todos os problemas e que devem ser implantado integralmente sem os devidos ajustes. Ao implantar um padrão sem ajustá-lo a sua necessidade, com certeza acarretará em outros problemas para as suas rotinas. Pode ser que você fique com burocracia demasiada, perca o controle de determinadas atividades ou até tornar suas tarefas mais lentas. Para que esses tipos de problemas não ocorram é preciso que o gestor saiba adequá-lo ao que espera de melhoria, afinal a escolha de possuir um padrão é focada na melhora do que já temos e não para atrasar os nossos processos.

É possível também pegar o que cada padrão tem de melhor, não é obrigatório ficar preso a somente um, porém preocupe-se com essa mistura para que não torne seus processos confusos e difíceis de serem executados. Busque por padrões que simplifiquem suas atividades e tragam o controle necessário que espera.

Lembre-se que um padrão não é feito para você ficar preso a ele. Faça as alterações necessárias que lhe tragam um maior controle, mais produtividade, mais agilidade. Pense fora da caixa, não se limite ao que está definido.

Alterar um padrão não quer dizer que você está errado ou que não esteja o utilizando corretamente. Cada um possui uma necessidade diferente!

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