Café com ADM
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O duro aprendizado do mercado imobiliário

O mercado imobiliário não está fazendo ou está fazendo pouco uso das ferramentas de comunicação disponíveis na Internet. Ele está em um duro aprendizado e espero que seja orientado a entrar no círculo "virtuoso" que falarei logo abaixo. No ramo imobiliário, no qual acabei de adentrar, já me considero seguro para fazer algumas colocações. Estar bem representado na Internet, que era um diferencial, é hoje uma necessidade. E para as imobiliárias, está chegando o dia em que ter seus imóveis geridos de forma online, garantirá a própria sobrevivência no mercado. As poucas iniciativas significantes do setor, estão reféns dos webmasters que atualizam manualmente as páginas dos sites contendo as ofertas de imóveis e os lançamentos, mas que nem sabem como vender um imóvel. O que passa disso são soluções automatizadoras para grandes corporações. É difícil imaginarmos uma pequena imobiliária se dar ao luxo de pagar milhões para conseguir destaque na Web, se seus corretores, quando muito, só tem cultura online para pesquisar imóveis no site dos concorrentes. Não basta simplesmente levar o imóvel para a Web, é preciso saber administrar a oferta, a procura e saber atender ao cliente, que chega de forma virtual, melhor do que o que chega presencialmente. Podemos dizer, a grosso modo, que formar a cultura online para os atuais corretores exigirá vários esforços conjuntos, não só de natureza privada, mas pública e até de entidades classistas, como o CRE. Enquanto isso não ocorre, empreendedores de maior visão estarão investindo neste duro, mas essencial aprendizado. Saindo deste contexto gostaria de contar da história de um cliente que ilustrará bastante este tema. Ele ainda não tem esta visão, mas que contratou para oftalmologista de negócios, para que ele consiga ver o que para nós profissionais de e-business é aparentemente óbvio. Assim, consegui que ele "apostasse", inicialmente R$ 1.000,00 em um pacote de soluções, que traga algum retorno real a sua imobiliária. E realmente ele não é nem doido de investir inicialmente trezentos mil sem ter certeza de que este sistema será um aliado, aumentando sua clientela, carteira de imóveis e, conseqüentemente, ajudando a trazer mais lucros para seu negócio. Nem eu quero assim, mesmo sabendo que ele tem muito mais do que isso para investir. Pois bem, foi-me dado o desafio de conseguir fazer alguma coisa com um investimento inicial de "no máximo" -- como o cliente frisou bem -- R$ 1000,00. Missão impossível? Pelo número de respostas públicas e privadas que tive, vi que há mais pacotes de soluções neste sentido, do que eu imaginei. É o fornecedor de se adaptando aos pequenos investidores ou ao ceticismo no mercado ante ao e-commerce. Analisando um material enviado pelo Vagner Molina da Network Express, li: "O e-Business é uma abordagem mais focalizada e mais abrangente do que o E-Commerce. Sua meta é dar a públicos específicos uma experiência completa e personalizada. O E-Business pode conter o E-Commerce simplesmente como um elemento de uma estratégia maior. Uma plataforma de E-Business é uma mudança de atitude - dá aos clientes o poder de conseguirem o que querem, quando querem e da forma que querem. Uma empresa em uma plataforma de E-Business responde mais apropriadamente às novas demandas do cliente. No E-Commerce a 'equipe web' vai pescar todo dia e traz o peixe. No E-Business, a 'equipe web' ensina a todos na empresa a pescar". Sou completamente adepto deste conceito e tenho colocado-o praticamente em todos os projeto no qual me envolvi. O cliente não pode ficar dependente de seu terceirizado para cumprir o seu core business. Nem pode ficar usando o consultor de e-business como muleta para não precisar aprender a gerir sua filial online. É necessário o gestor tomar as rédeas de seu negócio como um todo. Esteja o negócio online ou offline. Para isso, o gestor há de estar aberto às novas tecnologias e tem que fazer florescer a cultura Internet em seu RH. Ele há de buscar uma tecnologia que esteja apta a atendê-lo e, esta ferramenta, deve ser de fácil de aprendizado, ajudando-o em gestão. Afinal, não é o cliente que tem que se adaptar a nova tecnologia, mas a nova tecnologia ao cliente. Não importa se o cliente quer investir só mil. Temos que pegar mil e temos que trazer resultados concretos, pois na verdade o que ele está dizendo é "Olha, eu sei que é importante, mas eu não quero tomar prejuízo. Se conseguir, invisto muito mais." Se houve uma boa coisa que aprendi na faculdade é uma das definições da administração de empresas: quando se esgotam os recursos disponíveis devemos usar a criatividade. Assim, quero que um parceiro me ajude a achar uma saída criativa com apenas "mil reausss". Se conseguirmos, colocarei o cliente dentro de círculo não vicioso, mas virtuoso: Aprender => ver o resultado => investir R$ 2.000,00 => aprender => ver o resultado => investir R$ 5.000,00 => aprender => ver o resultado => investir R$ 20.000,00 => aprender => ver o resultado => investir R$ 100.000,00 => aprender => ver o resultado => investir R$ 300.000,00 => aprender => ver o resultado => investir R$ 1.000.000,00 => Aprender
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