O dia da entrevista - Parte 5

Sala de Estudos - Guerra

- Sejam todos bem-vindos!

- Tenho ótimas referências quanto ao assunto que irei explanar.

- Há alguns anos atrás eu era responsável por uma importante instituição militar.

- Antes me julgavam pelas derrotas que eu impunha aos meus adversários e pelas destruições de suas almas. Era tido como uma autoridade impiedosa. Com o passar do tempo e o meu entendimento sobre o que nossas ações podem contribuir de forma negativa e positiva no TODO, fui melhorando e adaptando o meu conhecimento, e hoje sou conhecido como a autoridade que vence seus obstáculos sem trava uma batalha se quer.

- Como seria possível vencer sem brigar?

- O ápice do conhecimento é a habilidade de vencer sem brigar. Você deve vencer os obstáculos um a um, conquistando pequenas vitórias, para atingir o objetivo final. Não é destruindo que se obtêm o melhor resultado! Ao modelarmos as situações que nos são impostas ou simplesmente as que aparecem em nossas vidas, com a nossa habilidade, conseguimos contornar e superar. Assim, vamos criando um alicerce firme o suficiente para que suporte a nossa estrutura quando alcançarmos de certa forma, o sucesso provisório. Por que sucesso provisório? Nada na vida é eterno, nem mesmo o sucesso e muito menos o fracasso.

- Fracassos e sucessos fazem parte do aprendizado contínuo, formado por uma história de experiência que quando necessário podemos fazer uma introspecção para buscarmos soluções que se apresentam.

- As batalhas travadas durante a vida é um negócio perigoso. Pode-se achar que se venceu ou está vencendo, mas também pode ser uma pequena conquista. Só conseguimos ter clareza das pequenas conquistas e o que falta para atingirmos os resultados desejados quando fazemos um planejamento estratégico de onde queremos chegar. Assim, poderemos medir onde estamos e o que falta para atingir o resultado final. Há um provérbio que diz: a invencibilidade na defesa, a possibilidade de vitória, no ataque.

- Em muitos momentos teremos que nos defender dos ataques ao mesmo tempo em que atacamos outras frentes. Só há um meio seguro de neutralizar tais influências negativas, com influência positiva.

- O único inimigo que temos verdadeiramente e o mais poderoso de todos, somos nós mesmos. Quando tivermos consciência dos nossos pontos fracos e dos pontos fortes, e saber que aqueles que achamos serem nossos inimigos, são na verdade os obstáculos a serem vencidos e que teremos que de alguma forma ajudá-los a alinhar-se para vida eterna.

- São estes que mais nos ensinam infelizmente, porém, do jeito deles. Com a lição dada e aprendida, podemos montar uma fortaleza intransponível.

- Temos que ter consciência de que ninguém tem o poder de destruir ou nos atrapalhar, a não ser que permitimos. Se permitirmos que nos ataquem em nossos pontos fracos, é porque ainda não estamos conscientes que devemos superar e aceitar as mudanças que se apresentam, usando o aprendizado contínuo. Se os mesmo ainda existem é porque ainda não tiramos proveito das experiências passadas. Com certeza passamos pelas dificuldades e não aproveitamos as oportunidades que a vida nos apresenta em momento oportuno. Só notamos os grandes milagres e deixamos de perceber os pequenos milagres que vão acontecendo no decorrer das nossas vidas.

- Poucas coisas se apresentam como uma ruptura brusca, e sim como uma sequência lenta e gradativa. Podemos também observar em alguns casos uma ruptura brusca como um grande milagre, mas são exceções. A flexibilidade e adaptabilidade são habilidades necessárias para mudar nossos padrões de comportamento.

- Procurem controlar o máximo da situação apresentada com o menor investimento possível de energia e não destrua a oportunidade, seja rápido para que a luta não seja incessante. Vá avançando para alcançar domínio da situação, tornando seu inimigo se possível em amigo. Se não for possível e depois de prestar ajuda, deixe-o ir com a certeza que você não lhe destruiu e sim prestou os serviços e ensinamentos para que ele possa também ter consciência que vai sobreviver e terá prosperidade em outro lugar, mas não mais como inimigo.

- Não faça nunca aos outros, o que não queiras que façam com você. O Poder Central está sempre nos ajudando, então porque também não podemos ajudar aqueles que estão precisando de ajuda. Com certeza o seu campo de atuação estará saudável para assumir posições avançadas de controle. Não é melhor do que ter que começar do zero novamente, se você tiver destruído o que você está tentando construir.

- Resumindo: podemos vencer sem brigar, usando a sutileza, evitando o confronto direto, com rapidez e modelando nosso oponente. Se fizer bom uso do conhecimento adquirido, com certeza não irar ter que passar por novas experiências desagradáveis, pois estará atento a qualquer tipo de mudança e antes dela se apresentar terá condições de estar em outro patamar. Você estará atacando a fraqueza do oponente, se ele vier com maldade você usa a bondade. Quando se apresentar a parábola, de quando lhe derem um tapa, lhe de a outra face. Se alguém lhe fizer maldade retribua com bondade. Não de se fazer de vítima, e sim vencê-lo sem destruí-lo. Isso só será possível se conhecermos o nosso inimigo como conhecemos a nós mesmo.

- Faça o que tenha que fazer rapidamente e não às pressas. Só obtemos rapidez com muito treinamento. Se você atacar seus pontos fracos e tiver uma melhora contínua nos pontos fortes, saberá usar seus recursos com sabedoria. Tem que haver um conjunto de ações integradas e coesas em busca de uma vantagem sobre todas as ações que nos apresenta.

- Por hoje é só. Agradeço a presença de todos. Muito Obrigado.

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