O Desconforto - Fator Essencial do Desenvolvimento de pessoas e organizações

Este é um terreno movediço. Qualquer deslize pode ser fatal. Admito que pensei bastante antes de iniciar este texto. Mas como que para confirmar o tema, como não correr riscos?

Este é um terreno movediço. Qualquer deslize pode ser fatal. Admito que pensei bastante antes de iniciar este texto. Mas como que para confirmar o tema, como não correr riscos?

Alguns esclarecimentos são importantes porque a impressão inicial pode remeter o raciocínio para a questão dos mobiliários e como profissional de recursos humanos devo enfatizar que a questão da ergonomia do ambiente de trabalho, e familiar, são fundamentais para a boa produtividade e saúde. Não descarto, no entanto, algumas observações onde constata-se que ambientes não propriamente organizados, em termos de mobiliários, sejam locais de grande produtividade e inovação e quando reformados não denotam a mesma intensidade observada antes. Evidentemente que não podemos simplesmente consignar esta conseqüência a este fato mas, algumas vezes, coincidem.


Entendam, não sou contra a modernização de ambientes e à mudanças de lay-out. Aliás, a mudança de lay-out é um forte componente dos processos de mudança de comportamento organizacional e de otimização de relacionamento e contatos internos.

Mas podemos emprestar algumas conseqüências do mau mobiliário para determinar o foco central do nosso enfoque de desconforto.

A questão central refere-se ao incômodo pessoal, á insatisfação, conflitos, dificuldades e problemas que, sob nosso ponto de vista, são fatores essenciais do desenvolvimento. Podem causar dores, dissabores, insegurança, grande estresse mas...,
nos movem para o desenvolvimento. Sem esse impulso ocorre a acomodação.

Por favor, não é uma apologia ao masoquismo mas é uma constatação pura da normalidade e naturalidade desses eventos e do reconhecimento da sua importância na nossa vida e na vida das organizações.

Freqüentemente pergunto, em minhas palestras, se não seria interessante que não existisse o fenômeno da febre. Alguns presentes, inadvertidamente, respondem que sim e surpreendem-se quando contesto alegando que se não existisse a febre estaríamos mortos...

Sim, a febre é um sintoma, um alerta que, nos avisando, conduz nossa ação para solução. Sem esse alerta não acionaríamos a solução. Este ponto é importante para salientarmos a nossa preocupação de não confundir causa e efeito. O efeito é o sintoma, o que aparece, mas não é, normalmente, o que precisa ser tratado. O problema está na causa que precisa ser identificada.

ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.