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O DESAFIO DOS PEQUENOS EMPRESÁRIOS EM DEIXAR DAS IDÉIAS ANTIGAS

O DESAFIO DOS PEQUENOS EMPRESÁRIO EM DEIXAR DAS IDÉIAS ANTIGAS “A verdadeira dificuldade não está em aceitar idéias novas. Está em escapar das idéias antigas” John Maynard Keynes, 1883-1946, economista inglês. Quanta verdade existe nestas palavras de Keynes, escrita há 100 anos atrás; muitos empresários, das pequenas empresas ainda se encontram nestas condições, não conseguem libertar-se das idéias antigas. Muitos cursos hoje de pós-graduação e MBA, são voltados para quem já têm a graduação ou curso universitário; em vários destes cursos de pós e MBA, as matérias são voltadas ou dão ênfase a Gestão Empresarial e a Administração Inteligente, matérias essas imprescindível hoje, devido a grande competitividade existente no mercado em geral. Nesses cursos de um ou dois anos, aprende-se muito, tanto com os professores, como também com os alunos que trazem suas experiências contribuindo sobremaneira para abertura de nossos olhos, com relação às mudanças rápidas e com as novas formas de administrar. Mas, sabemos que, através das estatísticas do Sebrae, 31% das empresas em São Paulo, morrem no primeiro ano de vida; 37% morrem no segundo ano, e poucas conseguem chegar ao quinto ano de vida. Também o Sebrae, indica quais são os maiores problemas que levam a esta situação; Nas empresas abertas entre 1997 e 2001, cerca de 63% dos proprietários eram do sexo masculino e 37% do sexo feminino. Na comparação com a pesquisa anterior, verifica-se um aumento na proporção de empreendedoras, que passa de 32% para 37%, e conseqüentemente uma redução dos empreendedores homens, que passam de 68% para 63%. Em parte, isso se deve a um movimento mais amplo da economia brasileira que tem apresentado um crescimento da participação feminina em todos os tipos de ocupações. No tocante à escolaridade, verifica-se também um avanço. Na Comparações com estudo anterior cresceram as participações de empreendedores com segundo grau completo até superior incompleto (de 41% para 44%) e superior completo ou mais (de 23% para 27%), enquanto que caíram as de indivíduos com primeiro grau completo (de 22% para 17%) e os que possuem apenas o primeiro grau incompleto (queda de 14% para 12%). Com relação à faixa etária dos indivíduos que constituem empresas, os resultados são praticamente os mesmos verificados na versão anterior. Cerca de 46% possuem de 25 a 39 anos, 30% estão na faixa de 40 a 49 anos, 18% têm 50 anos ou mais e apenas 6% têm de 15 a 24 anos. A idade média destes empreendedores é de 40 anos, praticamente a mesma da pesquisa anterior. Entre os donos das empresas constituídas no período entre 1997 e 2001, 60% afirmam que, antes de abrir seu negócio, possuía algum tipo de experiência ou conhecimento anterior no ramo de seu negócio. Entre os que tinham experiência ou conhecimento anterior, estes eram derivados de: trabalho anterior como empregado em empresa de mesmo ramo (41%), trabalho anterior como autônomo no mesmo ramo (17%), atuação como proprietário de outra empresa no mesmo ramo (16%), consulta a familiares que possuem negócios similares (15%), atuação como diretor ou gerente em empresa do mesmo ramo (8%) e outras atividades (2%). Observe-se que praticamente metade atuou diretamente em empresa do mesmo ramo, como empregado ou diretor/gerente, antes de abrir seu próprio negócio. Esses dados reforçam a constatação anterior de que parte expressiva dos novos empreendedores estava originalmente ocupada como “empregado em empresas privadas”. Assim, é possível afirmar, diz a pesquisa do Sebrae, que a mortalidade das empresas está associada, principalmente, a: (1) Deficiências no planejamento prévio do negócio; (2) Deficiências na gestão empresarial; (3) Insuficiências de políticas de apoio (4) Conjuntura econômica deprimida (baixo consumo e elevada concorrência); e (5) Problemas pessoais dos sócios proprietários. Sócios-proprietários. Notamos então, de acordo esse estudo “Sobrevivência e Mortalidade das Empresas Paulistas de 1 a 5 anos” do Sebrae, as duas principais causas são: 1a. – Deficiências no planejamento prévio do negócio; 2a. – Deficiências na gestão empresarial. Apenas 27% dos empresários neste estudo têm o curso superior completo, isto significa que aproximadamente 73% dos empresários, provavelmente não tem as noções básicas de planejamento e gestão empresarial. Também se levarmos em consideração os 23% com curso superior, talves muitos não fizeram uma especialização (PÓS ou MBA), agravando-se ainda mais. Este estudo nos alerta que há necessidade, de abrir oportunidade de cursos de “Gestão Empresarial” a nível técnico, para esses empresários que não tem curso superior, como também a JUCESP – Junta Comercial do Estado de São Paulo, exigir um projeto ou plano de negócio, para poder abrir sua empresa. Este é o motivo de alguns empresários sobreviventes, agirem de forma arcaica não levando em consideração as modernas técnicas de administração, como também as mudanças rápidas que ocorrem no mercado, nos consumidores e nos produtos; “não conseguem deixar das idéias antigas” como disse Keynes. Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas.
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