O desafio do não
O desafio do não

O desafio do não

No mundo corporativo deveria ser a última expressão a ser lançada nos ouvidos dos clientes

Sempre ouvimos falar sobre a incômoda e difícil tarefa de dizer não. Pelo menos para uma considerável parcela da população que observa a vida com o olhar direcionado para a parte de baixo dos pés. É evidente que fatores emocionais, conscientes e inconscientes, são figurinhas fáceis desse álbum. Não é difícil imaginar a autoflagelação por conta da incapacidade de liberar essa pequena e poderosa palavra.

A sensação de culpa se transforma em um fantasma gigante. Parece ser impossível exorcizá-lo. Ele vai ganhando em tamanho na proporção da autoestima da pessoa. Quanto mais em queda, mais longe a pessoa fica de pronunciar o não. A consequência, certamente, é um peso impensável. Haja estrutura emocional para encarar. Mas se há os que sofrem com a dificuldade de não dizer não, outros o falam sem a menor cerimônia.

No mundo corporativo deveria ser a última expressão a ser lançada nos ouvidos dos clientes (interno ou externo), porém o que podemos observar ultimamente é o uso do não como reação imediata ao que avaliamos como invasão da área de conforto, falta de reconhecimento do valor do cliente, falta de treinamento ou mesmo a velha e conhecida falta de educação.

Os funcionários e não colaboradores de variados setores ligados à questão de atendimento ao cliente, parecem sofrer da síndrome da repulsa. Há os que repelem o chamado, a chegada de um cliente, e nem mesmo querem ouvi-lo e disparam o não como livramento próprio.

Digamos que seria a ”sessão descarrego”! Senhor! Seriam os que efetivamente não estão interessados em trabalhar. Pensam em estender a toalha no gramado da Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio de Janeiro - e iniciar o piquenique. E - quem sabe? -, em seguida, tirar aquela soneca restauradora do nada que fez até então.

Mas qual é o custo desse comportamento para as empresas? O bom atendimento deveria ser padrão, entretanto vai se transformando em diferencial. Quem faz brilhar os olhos do cliente recebe aquele olhar de admiração tipo: “Não acredito! Verdade?!”

Com base na atitude do não, está sugerido o treinamento: “Desafio do Não!”. Durante duas horas o orientador apresentará simulações de situações do cotidiano corporativo (interno e externo) onde colaboradores serão desafiados a fazer o atendimento sem a permissão de pronunciar a palavra não.

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