O Desafio de Cooperar

Acredito na necessidade de os líderes atuais elevarem suas consciências acima das adversidades momentâneas.

Em um cenário econômico que reina um elevado índice de desemprego e uma alta taxa de juros ser do bem e inovar na gestão requer uma boa dose de ousadia e autoconfiança.

Ao tomarmos como exemplo o meio militar podemos verificar que os oficiais que ganham medalhas são aqueles que se sacrificaram por outras pessoas através de atos de bravura e heroísmo os quais demonstraram isso em ambientes de extrema dificuldade e de muitas restrições, em verdadeiros campos de batalha. É claro que alguns podem questionar a eficiência, a lógica ou o valor da guerra, contudo se a observarmos a partir de uma perspectiva que ela aborda o medo, a honra, a confiança que os homens depositam uns nos outros descobriremos muitos fatos e sentimentos que poucos civis têm oportunidade de ver ou vivenciar: a infindável expectativa da batalha, que entorpece o corpo, os riscos incondicionais que os soldados correm para proteger seus companheiros, a perplexidade e a confusão que tomam conta dos que caem numa emboscada. Com isso, o que significa lutar, servir e enfrentar perigos mortais constantemente ficará mais claro para aqueles que nunca vivenciaram essa experiência.

Já no meio empresarial se verifica que em uma boa parcela dos casos quem recebe o bônus é aquele que sabe melhor sacrificar os outros, seja através de demissões em massa, ou seja, através de punições arbitrárias. É algo muito comum no noticiário corporativo o anúncio de uma demissão após um desempenho ruim dos negócios ocorrido no último exercício fiscal e com isso logo as ações começam aliviarem as perdas e até mesmo podem apresentar sinais de recuperação, contudo se faz necessário ampliar a visão sobre a complexidade dos problemas das companhias e os setores em que elas atuam ao invés de simplesmente condenar os colaboradores ao limbo.

Acredito na necessidade de os líderes atuais elevarem suas consciências acima das adversidades momentâneas, pois devemos reconhecer cada colaborador como uma pessoa que possui um talento único e que tem o anseio de ser um ator no crescimento e desenvolvimento do país.

Uma sugestão seria o estabelecimento de um contrato social que preveja a criação de uma comissão permanente de avaliação de desempenho individual e coletivo, conjugado é claro com o resultado da companhia, onde se proponha padrões justos e meritocráticos para todos, pois desse modo teremos ambientes de negócio que exalam mais confiança e colaboração, para assim os empresários e trabalhadores brasileiros enfrentarem conjuntamente os desafios do mundo contemporâneo com muito maior bravura e engajamento.

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