O DESAFIO DA TOMADA DE DECISÃO

O mundo dos negócios está mudando e para sobreviver as organizações precisam romper barreiras a fim de garantirem a permanência do seus negócios num mercado que tende a ser cada vez mais competitivo. Na verdade, a forma pela qual as organizações são conduzidas será responsável pelos seus resultados, e neste contexto, os responsáveis pela condução deste processo, representados genericamente na figura dos ocupantes de cargos com responsabilidades gerenciais, assumem relevada importância. Nesse sentido, observa-se que o trabalho a ser por eles, dificilmente pode ser dissociado do processo decisório e quando se fala sobre processo decisório não se pode, também, deixar de analisar as influências sofridas pelo decisor durante esse processo, uma vez que são diversos os fatores comportamentais que influenciam aqueles a quem compete decidir. A primeira preocupação ao focalizar o processo decisório é conceituá-lo e caracterizá-lo no contexto organizacional, pois, a realidade atual nos conduz a situações em que na preocupação de levar sua empresa a uma situação desejada, as decisões tomadas passam a ter um relevante peso na vida de cada administrador podendo trazer conseqüências diretas e imediatas para a empresa. Na verdade, o processo decisório envolve alguns procedimentos necessários a definição de problemas, avaliação de alternativas e escolha de uma diretriz de ações e/ou soluções. Consiste em escolher um curso de ação entre várias alternativas para se defrontar com um determinado problema. Por representar uma ação efetiva, as decisões exigem um compromisso efetivo e difícil, uma vez que não existe decisões perfeitas em função de temos que ao optar por uma alternativa, renunciar a outras, o que pode gerar um sentimento de perda, mesmo quando a decisão é eficaz. A decisão deve ser considerada como a opção por um curso de ação escolhido por aquele que decide, que optou por determinado caminho por julgá-lo o mais eficiente à sua disposição para alcançar os objetivos ou o objetivo visado no momento ou seja, a melhor maneira de resolver um problema em aberto. Diz ainda que uma decisão é algo bem diferente do desempenho real do ato que a inspirou, é uma conclusão a que chegou um homem a respeito do que ele deve fazer em seguida. Também enfatiza que decisão é uma solução selecionada depois do exame de várias alternativas escolhida porque aquele que decide imagina ser o caminho eleito o mais eficaz para cumprir as metas programadas. A maioria dos estudos sobre processo decisório indica que os principais elementos do processo decisorial são o estado da natureza, isto é, as condições de incerteza , risco ou certeza que existem no ambiente que o tomador de decisões deve enfrentar. O tomador de decisão é o elemento que faz uma opção entre várias alternativas. Ele é sempre influenciado pela situação em que está envolvido pelos seus valores pessoais e o envolvimento social, e para resolver o problema tem objetivos, o fins ou resultados que quer atingir com seus atos. Pode-se dizer assim que uma decisão baseia-se em conhecimentos ou crenças sobre as relações de causa e efeito das opções disponíveis, e visa a alternativa cujas conseqüências são preferíveis. Existem algumas variáveis que interferem no processo de tomada de decisão importantes que devem ser levadas em consideração como: os objetivos da organização, os critérios de racionalidade e de eficacidade, as informações (a falta ou excesso, situação de incerteza, complexidade e conteúdo), raciocínio, valores, crenças, recursos, etc. Estas variáveis servem de apoio ao decisor, principalmente quando o conteúdo das informações possibilita formar uma base de conhecimento e ajuda no raciocínio, contribuindo para a formação de valores positivos (recursos) e a eliminação de crenças ou mitos, encaminhando o administrador para decisões acertadas e sua execução (ações) Se o administrador não tem o domínio de variáveis, às vezes fundamentais para o bom desempenho de seu trabalho, há o risco de gerenciar um processo decisório mal sucedido A importância da tomada de decisão na organização é bastante clara e pode ser percebida empiricamente em qualquer análise organizacional. E esta relação é tão estreita, observam os autores, que é impossível pensar a organização sem considerar a ocorrência constante do processo decisório. Conclui-se então que as atividades realizadas nas empresas, nos seus diversos níveis hierárquicos, são essencialmente atividades de tomada de decisão e de resolução de problemas.
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