O conceito das lojas conceito

O sucesso de algumas lojas conceito, como as da Apple, por exemplo, fez surgir uma série de outras lojas e pontos-de-venda “inspirados” no tema

Recentemente tive a oportunidade de responder a uma entrevista sobre a questão das lojas conceito e gostaria de aproveitar esse nosso espaço para trazer alguns pensamentos e reflexões que tenho sobre o tema. Quando falamos de lojas conceitos que hoje também são chamadas como flagship, estas funcionam muitas vezes uma experiência ou uma espécie de laboratório onde as marcas podem apresentar aos seus consumidores novas formas de atuar, desde o atendimento, à como são expostos seus produtos, ou até mesmo, uma total ruptura de linguagem e comunicação que está sendo utilizada.


Até aí, não existe nenhum problema, o problema que vejo hoje é o fato de que algumas marcas estão erroneamente buscando novos conceitos, não baseados em suas próprias características ou de seus consumidores, ou baseando-se numa projeção de como sua marca e seu consumidor irão evoluir, mas sim, baseiam-se em modelos de outras marcas e mercados que deram certos e acabam sendo copiados.

O sucesso de algumas lojas conceito, como as da Apple, por exemplo, fez surgir uma série de outras lojas e pontos-de-venda “inspirados” no tema, mas que no final, tratam-se apenas de cópias superficiais de um grande conceito, apenas tangendo às questões como acabamentos , design e disposição de mobiliários. O resultado disso é um projeto temporal, que por vezes já começa tarde (uma vez que é a cópia de algo que já foi implantado), e que sobrevive pouco, até que um novo conceito apareça.

Também não é raro encontrar verdadeiras “assinaturas” de alguns escritórios de arquitetura e design, onde algumas lojas acabam se tornando modelos muito próximos de outros modelos de sucesso já desenvolvidos pela mesma equipe, assim como também não é raro encontrarmos a “assinatura do dono”, onde o que impera não é o que os escritórios, consultorias ou até mesmo a equipe da empresa aponta como uma direção, mas sim, o que o “dono” ou executivo máximo, “acha” que é melhor.

Não dá para chamar uma reforma ou um simplesmente um novo projeto, em um novo conceito ou uma flagship. Eu acredito que todo novo conceito deve basear-se primeiramente em uma estratégia, um rumo certo. Sua empresa precisa alcançar novos patamares, novos consumidores? Ou está buscando apenas um incremento nas vendas?

Uma boa estratégia ou posicionamento acaba se permeando por todo o conceito, solidificando este ao seu público consumidor e perdurando muito mais do que algo solto, fracamente desenvolvido.

Mudar simplesmente por mudar pouco vale a pena. Mudar para abrir novas fronteiras, conquistar novos mercados, novas possibilidades, aí sim, é sempre mais interessante.

Um grande abraço e boas vendas

ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.